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Campo Grande, Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

21/07/2018 07:45

Professora passa 23 dias na América Central e aprende a viajar com desconhecidos

Com R$ 3.500 no bolso, eles passaram pelo Panamá, a Costa Rica, a Nicarágua e a Guatemala e subiram até em um vulcão ativo

Thaís Pimenta
No topo do vulcão ativo, porém sem lavas, o Pacaya, na Guatemala, uma das experiências mais radicais do passeio. (Foto: Acervo Pessoal)No topo do vulcão ativo, porém sem lavas, o Pacaya, na Guatemala, uma das experiências mais radicais do passeio. (Foto: Acervo Pessoal)

A professora Geizi Raposo escolheu um destino bem diferente para visitar. Ao menos, quando se fala de nós brasileiros, são poucos os que decidem ir para América Central. Ao lado da prima e xará Geise Prado, do marido dela, Douglas Silva, e do tio Aldair Fernandes, ela conheceu o Panamá, a Costa Rica, a Nicarágua e a Guatemala em uma viagem proposta para ''explorar culturas diferentes''.

Além do destino, um dos fatos mais desafiadores foi viajar em grupo composto na maior parte por desconhecidos. Foram 23 dias ao lado de 7 pessoas, amigos do tio, de Minas Gerais e Tocantins, que nunca tinham se visto antes na vida. ''Passamos esse tempo fazendo tudo em equipe, tudo junto, grudado, dormir no hostel, acordar. Então foi bem desafiadora essa experiência, e rica'', explica.

A caminho do vulcão! (Foto: Acervo Pessoal)A caminho do vulcão! (Foto: Acervo Pessoal)

Sem nunca nem ter trocado olhares com os companheiros de viagem, Geizi desembarcou no Panamá sabendo que os conheceria. A boa descoberta foi perceber que parceira sempre surge em horas de perrengue até de pessoas sem a menor intimidade. ''No começo rolou uma tretas né, porque cada um queria ir pra um lugar, e a gente tinha um combinado que era não fazer nada sozinho. Mas depois de passado o estranhamento inicial, nos 7 primeiros dias, e uma quase separação do grupo, cada um começou a ceder''.

Os perrengues incluíam coisas práticas como trocar o dinheiro, até coisas mais delicadas, como dormir na rodoviária para economizar. ''Tivemos problema com o câmbio porque levamos dinheiro para trocar lá. Mas passávamos por cidades pequenas que não tinham esse serviço, então um tinha bastante dólares, dividia entre o grupo, e depois quando chegava na cidade a gente devolvia, então foi na camaradagem''.

No centro de Manágua, capital da Nicarágua, eles se depararam com um cenário de violência por conta da guerra de milícias. ''Para a população era normal ver aqueles policiais em cima de camionetes apontando metralhadoras para eles. Mas era bem violento e não dava pra confiar em ninguém, nem no taxista, por exemplo. Então optamos por ficar na rodoviária, também perigosa, esperar 7h até o ônibus chegar, dormimos sentados e nos vigiamos o tempo todo''. 

(Foto: Acervo Pessoal)(Foto: Acervo Pessoal)

Com R$ 3500,00 no bolso, ela completou os seus 23 dias de viagem, e dentre todas as visitas, caminhadas e turistadas por lá, o que mais gostou foi o rafting em Lá Fortuna, na Costa Rica, e o bungee jump em Monte Verde, o maior da América Latina.

''Mas é porque eu gosto disso, e foi muito especial mesmo. O bungee jump é em uma uma plataforma em que a gente sai de trenzinho até a metade do penhasco e lá salta. Já o rafting eu notei que pra eles o local é meio sagrado assim, então foi lindo e mais barato do que fazer o mesmo esporte em Bonito, por exemplo'', explica ela.

Os desconhecidos que logo se tornaram amigos tiveram coragem de subir a penosa trilha que dava acesso aos vulcão de Pacaya, na Guatemala, um dos mais turísticos do país, que recentemente viu o vuilcão do Fogo, vizinho, dizimar dezenas de moradores da região com suas lavas. ''Não foi fácil não, a altitude era um desafio pra nós''.

Geizi brinca dizendo que nesta viagem metade dos dias foram dedicados à aventura, e outra metade a cultura local e história. Descobriu que naquela região é muito comum comer comida frita e o prato típico é uma espécie de papa de feijão. ''A cerveja também é bem mais cara que no Brasil, por exemplo, e a comida que mais se assemelha a nossa é chamada de comida cabocla''.

Monumento em homenagem a Maternidade, em Nicaragua. (Foto: Acervo Pessoal)Monumento em homenagem a Maternidade, em Nicaragua. (Foto: Acervo Pessoal)
Monumento a Hugo Chavez em Manágua. (Foto: Acervo Pessoal)Monumento a Hugo Chavez em Manágua. (Foto: Acervo Pessoal)

Para economizar, a galera optou por dividir quarto coletivo em hostels, que já contavam com café da manhã e eles também deixavam pra viajar durante a noite para quando fosse dia chegassem na cidade e não precisassem pagar diária nos hostels.

E em Boca del Toro viram um dos cenários mais paradisíacos, com ilhas que contam até com golfinhos saltitando. ''Lá é esplêndido, mas as pessoas só falam de Cancun sem saber de um lugar tão incrível quanto e menos comercial''.

Na Guatemala se depararam com uma imensa estátua em neon do venezuelano Hugo Chavez e entenderam a tensão política pelo qual aquele povo passa. Os tuc tuc são um dos transportes mais comuns dentro das cidades! E o preço para passear neles também é em conta.

Em Costa Rica, Geizi se encantou com as ruínas de Tikal, o lado dos maiais nas Américas. ''A energia de lá é incrível. Ano passado tive oportunidade também de conhecer Machu Picchu, e a força dos incas, e sei que lá no México é a parte dos Astecas'', completa ela.

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Os ônibus equipadas levavam e serviam de um país para o outro. (Foto: Acervo Pessoal)Os ônibus equipadas levavam e serviam de um país para o outro. (Foto: Acervo Pessoal)
Tuc tuc na Guatemala. Esse transporte aparece aos montes lá.(Foto: Acervo Pessoal)Tuc tuc na Guatemala. Esse transporte aparece aos montes lá.(Foto: Acervo Pessoal)
Rafting foi um dos momentos preferidos por Geizi.(Foto: Acervo Pessoal)Rafting foi um dos momentos preferidos por Geizi.(Foto: Acervo Pessoal)
Boca de Toro, destino paradisíaco!(Foto: Acervo Pessoal)Boca de Toro, destino paradisíaco!(Foto: Acervo Pessoal)
Mais uma de Boca del Toro, ilha paradisíaca que tem até mesmo golfinhos pulando no mar! Geizi posa em frente a ilha. (Foto: Acervo Pessoal)Mais uma de Boca del Toro, ilha paradisíaca que tem até mesmo golfinhos pulando no mar! Geizi posa em frente a ilha. (Foto: Acervo Pessoal)


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