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Campo Grande, Domingo, 24 de Setembro de 2017

05/08/2017 07:10

Sem censura, gays criam time de vôlei entre amigos e vencem héteros no 1º jogo

Thailla Torres
The Panthers arrasou em sua estreia como time de vôlei. (Foto: Arquivo Pessoal)The Panthers arrasou em sua estreia como time de vôlei. (Foto: Arquivo Pessoal)

Unidos pela diversidade e contra qualquer preconceito, a equipe de vôlei The Panthers (As Panteras) estreou da melhor maneira no fim de semana passada, em Coxim, a 260 quilômetros de Campo Grande. O time faz questão de dizer que é formado por gays, com exceção de apenas um integrante hétero, que decidiu entrar no time em demonstração de liberdade e provando que o esporte é para todos.

O cabeleireiro Maurício Hooker, de 27 anos, é o capitão e idealizador do grupo formado por 8 amigos que seguem profissões distintas, mas encaram o vôlei como esporte e qualidade de vida.

A união surgiu para defender valores distintos como a felicidade em jogar mesmo quando ninguém é profissional e a distância da censura quando o assunto é alegria nas quadras. Maurício e os amigos também fazem parte do clube de vôlei do município onde a maiora é hétero, e por isso o time novo sempre foi um sonho.

"A gente sempre quis um time só de homossexuais. Não é tanto pelo preconceito, mas pela liberdade da nossa alegria e de poder extravasar nas quadras. Ali a gente comemora, grita, beija e abraça sem ser julgado por nenhum adversário", afirma Maurício.

No último fim de semana, quando a equipe entrou em quadra atraiu olhares pelo desempenho e, claro, pela felicidade do time. As Panteras lacraram no primeiro torneio dos Jogos Abertos vencendo o time Unopar por 2 sets a 0.

"Sempre confiamos na gente, não foi à toa que montamos o The Panthers", diz Maurício. No time, ele diz que todo mundo tem uma história de vida marcada pela resistência e luta contra a homofobia. Mas nenhum palavra ou olhar diferente foi capaz de inibir a vontade que todos tinham em quadra.

"No clube nunca sofremos preconceito, mas cada um do nosso time já passou por momentos difíceis, então é difícil aturar tiração de sarro e piada quando estamos jogando. Por isso nos sentimos livres quando estamos juntos", diz.

Maurício conta que há havia jogado em um time gay quando viveu no Mato Grosso, mas em Coxim a ousadia despertou admiração de amigos e dos familiares. "Foi incrível, até os héteros adversários gritavam e torciam pela gente. E mesmo que não torcessem, todo mundo aqui é bem resolvido e jogaríamos com a mesma garra", afirma.

E já que o primeiro jogo terminou com sucesso, agora o time se dedica para ser campeão em todos os campeonatos. "Treinamos duas vezes na semana e vamos dar sequência. É esporte com alegria, humor e claro, vontade de vencer os héteros novamente", diz.

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