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Consumo

Amigas criam mini feira na varanda para vender e fofocar

Quarta edição do encontro reúne artesanato, comidas e produtos feitos pelas próprias participantes

Por Natália Olliver | 11/08/2026 06:30
Amigas criam mini feira na varanda para vender e fofocar
Amigas criam mini feira na varanda para vender e fofocar (Foto: Osmar Veiga)

O que começou como uma ideia "boba" entre amigas virou ponto de encontro na varanda da casa da Zete, de 71 anos, ou Crilzete Vidal Zubieta. Depois de alguns pedidos, as artesãs e mini empreendedoras resolveram fazer uma pequena feira que reúne pinturas, roupas, comidas e artesanato. Apesar do comércio, ali o acordo é claro: nada de passar rapidinho e ir embora, tem que ficar e conversar.

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Uma feira de artesanato, gastronomia e empreendedorismo surgiu de forma despretensiosa na varanda da casa de Crilzete Vidal Zubieta, de 71 anos, em Campo Grande. Já na quarta edição, o evento reúne pinturas, roupas, comidas e produtos artesanais, mas tem como proposta principal a convivência entre amigas e visitantes. Entre as participantes estão Glória Xavier, que produz salgados fitness, e Natália Bobadilha, artista que pinta em cascas de árvores.

Já na 4ª edição, elas contam que a feirinha surgiu de forma despretensiosa. As amigas que produziam e vendiam diferentes produtos resolveram juntar tudo em um mesmo lugar. Aos poucos, uma foi trazendo outra, novos participantes chegaram e o grupo cresceu.

Amigas criam mini feira na varanda para vender e fofocar
Amigas criam mini feira na varanda para vender e fofocar
Encontro conta com comidas, roupas, artesanato e muita fofoca (Foto: Osmar Veiga)

“As amigas maravilhosas que eu tenho, muito fiéis e que amo demais, me deram a ideia. Estamos na 4ª edição e não pretendemos parar. Cada vez vão surgindo mais ideias”, conta Zete.

A anfitriã também participa como artesã. Ela transforma materiais reciclados em peças como porta-batons e caixas decorativas. “Fica legal porque a gente trabalha e ainda ajuda a natureza”, afirma.

Na varanda também há espaço para roupas, bolos, sucos, biscoitos e diferentes tipos de salgados. Mas Zete faz questão de dizer que a proposta vai além das vendas. “A feirinha é assim: não é vir, comprar e ir embora. O objetivo é vir, ficar, bater um papo, fazer umas fofoquinhas e colocar a conversa em dia.”

Amigas criam mini feira na varanda para vender e fofocar
Amigas criam mini feira na varanda para vender e fofocar
Amigas também levam semi joias para vender (Foto: Osmar Veiga)

Entre as participantes está Glória Xavier Pereira, de 65 anos. Artesã, ela trabalha com pintura, bordado em ponto cruz e crochê, mas encontrou também na produção de salgados uma fonte de renda. Há cerca de 10 anos, Glória prepara salgados fitness, com opções sem glúten e sem lactose, além de receitas vegetarianas e veganas.

Entre seus principais produtos estão entradas preparadas com grão-de-bico e farinha de arroz. Ela também produz salgados à base de batata-doce, croquetes e coxinhas assadas, algumas empanadas com farinha de linhaça dourada. As bandejas de empadas chegam a R$ 220.

“Faço isso há anos e me sustento basicamente disso”, conta. Segundo Glória, a procura por esse tipo de alimentação tem aumentado ao longo dos anos. “Por incrível que pareça, cresce cada vez mais por causa das intolerâncias ao leite, à lactose e ao glúten. A gente vai pesquisando e elaborando receitas diferentes.”

Amigas criam mini feira na varanda para vender e fofocar
Zete fez feirinha em casa para receber amigas e conversar (Foto: Osmar Veiga)

Para ela, a feira funciona também graças ao espírito coletivo. Quem tem algo para vender leva seus produtos, participa, conversa com os visitantes, recebe encomendas e aproveita para divulgar o próprio trabalho.

Aos 23 anos, Natália Bobadilha Colonbelli representa uma geração mais jovem entre os participantes. Ela trabalha com pinturas feitas em diferentes materiais e conta que o interesse pela arte começou ainda criança.

“Eu pintava no papel quando pequena e, conforme fui crescendo, fui me aventurando em outros tipos de materiais”, explica.

Entre suas criações estão pinturas feitas até mesmo em cascas de árvores. Uma das peças apresentadas na feira levou aproximadamente um dia entre o trabalho de pintura e o processo de passar o verniz.

Natália acompanhou também o crescimento da iniciativa. “A ideia da feira eu acho incrível. Começou com pouca gente e foi crescendo. Acho legal porque, além de vender, a gente consegue conversar e trocar ideias.”

Amigas criam mini feira na varanda para vender e fofocar
Amigas criam mini feira na varanda para vender e fofocar
Além de artesanato, Zete vende biscoitinhos de manteiga (Foto: Osmar Veiga e Juliano Almeida)

É justamente essa mistura que dá identidade à pequena feira montada na varanda de Zete. Ali, artesanato, gastronomia e empreendedorismo dividem espaço com algo que não tem etiqueta de preço, a convivência e amizade.

A cada edição, novos produtos e pessoas aparecem, mas a proposta continua simples. Quem chega pode comprar uma peça, experimentar uma comida ou fazer uma encomenda, mas também é convidado a puxar uma cadeira, conversar e ficar mais um pouco.

No fim, entre pinturas, crochês, caixas decoradas, salgados, bolos e biscoitos, a feirinha das amigas mostra que a varanda de casa também pode virar espaço de trabalho, criatividade, encontros e boas histórias.

Confira a galeria de imagens:

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