Berinjela puxa alta e cenoura recua no mercado hortifruti
Variações refletem excesso de chuvas e avanço da safra em diferentes regiões
O preço dos hortifrutis em Mato Grosso do Sul teve variações expressivas na última semana, com destaque para a alta da berinjela e a queda da cenoura. Levantamento divulgado pela Ceasa/MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul), referente ao período de 16 a 20 de março, mostra que o mercado segue sendo impactado principalmente pelo clima nas regiões produtoras.
RESUMO
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A maior alta da semana foi da berinjela, que subiu 14,24% e passou de R$ 60 para R$ 70 a caixa. Segundo a Ceasa, o aumento está ligado ao excesso de chuvas, que reduziu a oferta ao prejudicar o desenvolvimento das lavouras e aumentar perdas no campo.
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Outro produto que teve valorização relevante foi o melão espanhol, com alta de 12,52%, influenciado pelas chuvas no Nordeste e pelo fim gradual da safra em algumas regiões produtoras. O pepino comum também subiu, com variação de 10,11%, refletindo tanto problemas climáticos quanto redução da área plantada.
A batata inglesa teve aumento mais moderado, de 5,88%, impactada pela dificuldade na colheita nas regiões Sul e Sudeste. Já a melancia registrou alta de 4,76%, após um período de maior oferta e preços mais baixos.
Na outra ponta, a cenoura liderou as quedas, com recuo de 10%, passando de R$ 110 para R$ 100 a caixa. O movimento ocorre após semanas de alta e está relacionado ao aumento da oferta, impulsionado pela intensificação da colheita em Minas Gerais.
O mamão formosa também caiu 10%, influenciado pela entrada de novas áreas em produção e maior disponibilidade no mercado. O quiabo teve redução de 8,99%, favorecido pelas boas condições climáticas no Estado, que ampliaram a produção.
Outros produtos em queda foram a tangerina, com recuo de 7,69%, e a pera Willians, que caiu 6,67%, acompanhando o avanço da safra e o aumento da oferta.
De forma geral, o levantamento indica que o comportamento dos preços segue atrelado à combinação de clima e sazonalidade. Enquanto as chuvas reduziram a oferta de alguns produtos e pressionaram os preços para cima, o avanço da colheita em outras regiões aumentou a disponibilidade e puxou os valores para baixo.
A tendência, segundo a Ceasa, é de acomodação nos preços nas próximas semanas, caso as condições climáticas melhorem.
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