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Os avanços da medicina para a cachorrada: hidroterapia, natação e acupuntura

Por Elverson Cardozo | 07/01/2013 07:46
Vick durante sessão de acupuntura. (Foto: Rodrigo Pazinato)
Vick durante sessão de acupuntura. (Foto: Rodrigo Pazinato)

Foi pelas descobertas da medicina chinesa, por agulhas, que o alívio chegou à Vick, uma cadelinha vira-lata de 3 meses. Ela não tinha controle da urina e nem das fezes. Além disso, andava se arrastando por conta de uma deficiência congênita nas patas traseiras. Hoje, depois de cinco sessões de acupuntura, apresenta melhora significativa.

Mas a medicina veterinária já bateu o martelo: Vick não vai voltar a andar. Apesar do diagnóstico, a cadelinha preta, de olhos escuros, pode ter uma vida muito melhor, longe de sofrimentos extremos.

O tratamento começa a mostrar resultados e a proprietária, uma funcionária pública, comemora as conquistas. Luzie Flores, de 33 anos, afirma que a cadela, antes da terapia, não tinha iniciativa e caminhava com dificuldade.

Agora, já tem controle sobre o corpo e se movimenta com mais facilitar. “Esta mais ativa”, contou. A visita à clínica de reabilitação parece ser uma verdadeira terapia. Nas sessões, de tanto que gosta, Vick chega a dormir.

Veterinária e proprietária da empresa onde o animal faz tratamento, Rosana Antunes Estrada, de 48 anos, lembra bem o estado que a paciente chegou e aproveita para ressaltar a eficácia do “agulhamento”.

“O benefício normalmente é visto pelo proprietário nas primeiras sessões. O animal começa a mostrar melhora clínica. Às vezes eu digo que a doença que a medicina ocidental não consegue resolver a oriental consegue”, afirmou.

Acupuntura - Assim como em humanos, a acupuntura animal tem o mesmo objetivo. A técnica de introduzir agulhas em pontos específicos da pele pode ajudar no tratamento de doenças articulares relacionados ao sistema locomotor, paralisias, sequelas e até AVC, entre outras enfermidades.

“A acupuntura pode ser trabalhada em qualquer doença em, qualquer desarmonia. Em casos de convulsões e até em distúrbios comportamentais. Problemas de pedras no rim, bexiga, vesícula biliar também”, explicou a veterinária.

A técnica pode ser aliada ao consumo de ervas e associada a outras terapias. Rosana ressalta que o tratamento não apresenta efeitos colaterais porque auxilia no equilíbrio do organismo. A quantidade de sessões depende de cada caso.

Hidroterapia - Mas há outras opções alternativas que podem oferecer bons resultados e elevar a qualidade de vida dos animais que apresentam doenças congênitas ou adquiridas. A hidroterapia, fisioterapia e natação são algumas das opções.

Mica na aula de natação com a veterinária Rosana Antunes. (Foto: Elverson Cardozo)
Mica na aula de natação com a veterinária Rosana Antunes. (Foto: Elverson Cardozo)

Mica, uma poodle de 1 ano e 5 meses, agora está serelepe. Não para quieta um instante. Mas há alguns dias a realidade era outra. A cadelinha nasceu com uma displasia coxo-femural – uma má formação do fêmur, o osso mais longo que encaixa na bacia.

Por conta do problema, ela tinha dificuldade para caminhar. A solução encontrada foi retirar a cabeça do fêmur, mas a musculatura da pata já estava atrofiada. Mica teve de começar a fazer natação para recuperar os movimentos. Os eforço começa a mostrar resultados.

Paciente da mesma clínica, o colega de exercício, Nego, um vira-lata de pequeno porte, quer voltar a andar, mas tem uma história diferente. Foi atropelado por uma moto e agora arrasta as patas traseiras por conta de um desvio na vértebra.

Nego foi atropelado por uma moto e perdeu os movimentos. (Foto: Elverson Cardozo)
Nego foi atropelado por uma moto e perdeu os movimentos. (Foto: Elverson Cardozo)

A “corrida” na esteira é para estimular os passos que, segundo a veterinária, podem voltar. “Tem chance de andar, mas é um andar medular, sem muito equilíbrio na parte traseira”, explicou.

Nego entra na piscina todos os dias e fica nela por 20 minutos, o mesmo tempo que Mica, a poodle que nasceu com problema no fêmur.

Um dos proprietários da cadelinha, Paulo Roberto Queiroz, de 51 anos, prefere ficar na recepção para não deixar a paciente ainda mais agitada, mas não deixa de tratar bem o xodó da casa.

Para o engenheiro civil, vale a pena investir no tratamento, apesar dos valores altos. O custo, para ele, só esse mês, pode chegar a R$ 2 mil. Teve gasto com cirurgia, taxa de internação, medicamentos, banho, tosa e as terapias.

“Se você se propõe a ter um cachorro tem que ter todos os cuidados. Custa caro”, avisou.

Preço - Na clínica onde Mica, Nego e Vick são pacientes as sessões de fisioterapia, hidroterapia, natação e acupuntura custam R$ 50,00.

Serviço - A empresa fica na avenida Mato Grosso, 3745, próximo à Via Parque. Mais informações pelo telefone (67) 3029-4044 e/ou pelo celular (67) 8402-3581.

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