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Diversão

A 14 metros do chão, trapézio era adrenalina também para o público

O espetáculo Trapézio de Voos, da Cia Anjos Voadores, trouxe uma mega estrutura inédita para Campo Grande

Por Bárbara Cavalcanti | 28/11/2021 08:24
Trapezistas fazendo malabares no ar a 14 metros do chão. (Foto: Marithê do Céu)
Trapezistas fazendo malabares no ar a 14 metros do chão. (Foto: Marithê do Céu)

No primeiro fim de semana de Campão Cultural, uma das atrações da noite foi o espetáculo Trapézio de Voos, da Cia Anjos Voadores, de São Paulo. Em uma estrutura jamais vista na cidade, os artistas faziam malabares a 14 metros de altura do chão.

O show começa em um ritmo mais lento, aumentando a expectativa do público aos poucos. As primeiras artistas fazem as acrobacias em bambolê e também com tecido, o que já arrancava reações do público. Lá do alto, mesmo com a rede de segurança, o coração acelera quando elas giram ou se equilibram apenas pelas pernas, sem segurar em nada.

O espetáculo também contou com apresentações no chão. Com uma dose de palhaçaria, houve um artista pedalando em vários uniciclos de tamanhos diferentes. Ainda outra artista se equilibrava de cabeça para baixo em cima de várias cadeiras empilhadas, o que mesmo a poucos metros do chão a tensão do público era grande.

O ponto alto do espetáculo são os trapezistas. A cada pulo e cambalhota, o público gritava em animação. Se alguém piscasse, perdia o pulo, pois era em questão de segundos que um se soltava e era agarrado pelo outro artista.

No alto, artista se equilibra apenas pelos pés. (Foto: Marithê do Céu)
No alto, artista se equilibra apenas pelos pés. (Foto: Marithê do Céu)

Alguns pulos inclusive não deram certo e os trapezistas despencaram do alto. Mesmo com a rede de segurança, o susto era bem real. Mas mesmo que a execução não tenha dado certo, as palmas e gritos encorajadores do público revelava que ninguém se decepcionou. Os comentários depois do espetáculo foi só elogios.

“Achei maravilhosamente incrível, foi muito massa cara!”, expressou o artista visual Fred Hildebrandt, de 35 anos. “Acho que nunca tinha visto um espetáculo desse jeito, foi muito impactante. Quando ele cai, dá aquela sensação: “Meu deus, por favor não morra!”. Mas não decepcionou nem um pouco, os caras são muito massa”, comentou.

A designer Carol Araújo, de 29 anos, trouxe os dois filhos, Cora, de 5 anos e Ben, de 3. “Eu sempre acompanho circo na cidade, gosto bastante. Dessa estrutura aqui nunca tinha visto, foi muito legal. A gente está tentando acompanhar tudo o que está rolando no festival”, disse.

Artista fazendo acrobacias a 14 metros do chão. (Foto: Marithê do Céu)
Artista fazendo acrobacias a 14 metros do chão. (Foto: Marithê do Céu)

A arte educadora Amanda Dim, de 20 anos, também acrescentou sobre a carência de mais circo na cidade. “Achei bem legal a arte circense, inclusive deveria ter mais incentivo a arte circense na cidade. É a primeira vez que vejo essa estrutura muito bem preparada para receber vários artistas de várias linguagens, e está tendo uma revolução da arte da cidade”, expressou.

O sentimento de todos os artistas é de tanta excitação de poder estar próximo do público, quanto dos próprios espectadores. Pela primeira vez em Campo Grande, a companhia ainda vai ficar na cidade para aproveitar o festival.

Foram necessários três dias para apenas uma noite de apresentação: um dia para a montagem, outro para o ensaio e para a apresentação e por fim mais um dia inteiro para desmontagem.

Malabarismo em tecido, performado no alto. (Foto: Marithê do Céu)
Malabarismo em tecido, performado no alto. (Foto: Marithê do Céu)

“A gente se sente energizado por eles. É incrível essa troca, depois de tanto tempo. A reação, as palmas, os sorrisos, tudo isso faz uma diferença imensa. E esse festival está incrível, desde quando a gente recebeu o convite a gente achou a proposta muito legal”, ressaltou Giovana Cattaruzzi.

Programação - O Campão Cultural continua até a próxima semana. A programação de hoje (28) inclui o último dia de Feira dos Saberes, que acontece na Esplanada Ferroviária, a partir das 14h. Às 18h30 acontece o espetáculo “Monstro e Cia”, da Cia Talagadá (SP) na Concha Acústica Helena Meirelles, e a final da Corrida das Drags, a partir das 19h no Centro Cultural Otávio Guizzo.

O Memorial da Cultura e da Cidadania Apolônio de Carvalho é palco para o espetáculo de dança Klausstrofóbico, da Cia Singulus (MS) e na Esplanada ainda acontece uma apresentação de circo, o espetáculo Automákina - Universo deslizante, do grupo De Pernas pro Ar (RS). A programação encerra com o show do Grupo ACABA e Renato Teixeira.

Confira o livreto com a programação completa aqui.

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