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Diversão

Espetáculo mostra trabalho poético em meio ao caos urbano

Outros Dois é livremente inspirado em Aqueles Dois de Caio Fernando Abreu

Por Thailla Torres | 14/04/2021 08:39
Outros Dois é livremente inspirado em Aqueles Dois de Caio Fernando Abreu. (Foto: Vaca Azul)
Outros Dois é livremente inspirado em Aqueles Dois de Caio Fernando Abreu. (Foto: Vaca Azul)

Estreou ontem (13) e segue com apresentações nesta quarta e quinta-feira o espetáculo "Outros Dois", da companhia de teatro Fulano Di Tal. As apresentações às 19 horas são gratuitas e as reservas devem ser feitas por este link.

Outros Dois é livremente inspirado em Aqueles Dois de Caio Fernando Abreu. Uma performance híbrida, que mistura, principalmente, o cinema e o teatro para criar um trabalho poético e futurista em meio ao caos urbano.

O espetáculo nasceu das experiências do coletivo disposto a encontrar formas de apresentar um espetáculo teatral utilizando as plataformas digitais para evitar aglomerações desnecessárias neste momento de pandemia.

O diretor e dramaturgo Fernando Lopes Lima tenta retirar o teatro das garras do áudio visual simples, com cortes e planos que nada tem a ver com o teatro, trazendo para o vídeo os desafios de uma obra ao vivo, ativa e efêmera.

"No espetáculo a cidade é o cenário, os transeuntes são os figurantes, a trilha sonora torna tudo mais dramático, os atores são, também, cinegrafistas e o público, de casa, é a testemunha deste manifesto efêmero-cinematográfico-teatral", explica.

Em cena apresentam-se Edner Gustavo, Irineu Junior e Marcelo Leite. (Foto: Vaca Azul)
Em cena apresentam-se Edner Gustavo, Irineu Junior e Marcelo Leite. (Foto: Vaca Azul)

Luz, câmeras dos celulares, relógios, ação e tudo é poesia-imagem-som-movimento, destca. "Raul e Saul, personagens do conto original, vão aparecendo no filme como espectros do amor, do amor verdadeiro, sem barreira, do amor que pretende amar, desse amor que está por aí perdido e nós, em 60 minutos, pretendemos encontrá-lo".

O roteiro do espetáculo é todo baseado no tempo cronológico, mas a performance permanece no tempo histórico em marcas estéticas deixadas na cidade, como cartazes, filipetas, desenhos e escritos. "Serão a contribuição poética no mobiliário urbano. Todo objeto estético é um monumento histórico”, destaca Fernando.

O público, de onde estiver assistindo em seus computadores e ou celulares, testemunhará as interferências do público desavisado das ruas. "Assim, a história é criada e exibida ao vivo e, apesar do roteiro, não haverá possibilidade de mera repetição, a cada dia o público assistirá um espetáculo diferente, bem como é uma obra teatral".

Em cena apresentam-se Edner Gustavo, Irineu Junior e Marcelo Leite. Dramaturgia de Movimento de Marcos Mattos e Trilha Original de Ewerton Goulart. A classificação indicativa é 14 anos.

As apresentações do espetáculo são gratuitas e acontecem de 13 a 15 de abril, às 19 horas, os ingressos devem ser reservados aqui.

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