Fãs enfrentam madrugada e risco de chuva para garantir lugar na grade
No início desta manhã, cerca de 70 fãs estão na fila em frente ao autódromo
A ansiedade pelo show de Guns N' Roses segue movimentando a frente do Autódromo Orlando Moura, na BR 262. No início da manhã, mais de 70 fãs já estavam na fila à espera da abertura dos portões, prevista para as 16h.
Boa parte deles passou a noite no local. Barracas, cadeiras improvisadas e até plástico no chão viraram abrigo para quem decidiu encarar a madrugada na rodovia para garantir um lugar mais próximo da grade.
Ao todo, cerca de sete barracas foram montadas por quem dormiu no local. O restante do público começou a chegar nas primeiras horas do dia, aumentando a fila.
Nem mesmo a previsão de chuva espantou os fãs. O tempo começou a fechar ainda pela manhã, formando nuvens carregadas sobre a região, mas ninguém parece disposto a sair.
A estrutura ao redor ainda é tímida. A rodovia já está sinalizada, mas, até o momento, não há presença policial constante. Ambulantes começaram a aparecer, mas de forma rotativa.
Teve gente que chegou ainda de madrugada para vender. “Tinha ambulante aqui 3h da manhã, mas agora já diminuiu, está bem rotativo”, comentou um dos fãs.
Entre os primeiros da fila estão Diego dos Santos e Kelly Bedin, que ocupam a terceira barraca. Ele é argentino e mora em Santa Catarina, e juntos encararam uma longa viagem para ver a banda.
“É o fanatismo, Guns é tudo, os caras vieram e tivemos que vir assistir, sou fã desde que ouvi a primeira música”, contou Diego.
O casal saiu às 4h da manhã de Santa Catarina e chegou a Campo Grande por volta das 18h de ontem, indo direto para a fila. O objetivo é ficar o mais perto possível do palco.
A mãe e filha entrevistadas no dia anterior também permaneceram no local. Elas passaram a noite dormindo sobre um plástico, enquanto carretas cruzavam a rodovia buzinando.

Apesar do cenário, os fãs destacaram a postura da produção. Segundo relatos, a equipe foi “camarada”, retirando luzes que estavam diretamente sobre o público, o que ajudou a garantir algumas horas de descanso. “Mas a noite foi legal, é coisa de história para contar”, resumiu um dos fãs.
Para Melissa Costa, de 25 anos, a experiência já virou parte do show. Ela chegou às 2h da manhã acompanhada da mãe, que entrou na aventura junto.
“Nunca fui num show deles, é a primeira vez, tô ansiosa, tô fazendo a unha para ver se passo o tempo”, contou.
Do lado de fora, quem viu oportunidade também resolveu trabalhar. A autônoma Camila Pereto, de 39 anos, montou uma banca improvisada e começou as vendas ainda cedo.
“Começou mais ontem. A gente viu que, por ser longe de Campo Grande e nós morarmos bem perto, talvez tivesse pouca gente. Viemos tentar a sorte para ver se conseguimos fazer um extra, e graças a Deus começou bem.”
Ela conta que decidiu chegar antes da maioria. “Por enquanto não, porque o brasileiro sempre deixa para a última hora. Mas desta vez eu decidi não ser a última e cheguei primeiro, com certeza.”
Na banca, há de tudo um pouco: água, café, salgados, copos, garrafas e até itens típicos da região. “Tem até garrafa de tereré para vender”, disse.
A ideia é aproveitar também o público de fora. “Sim, para quem é de fora conhecer o tereré.” Até agora, segundo ela, os visitantes mais distantes que encontrou vieram de Ponta Porã.
Acompanhe o Lado B no Instagram @ladobcgoficial, Facebook e X. Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp (67) 99669-9563 (chame aqui).
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News.




