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Diversão

Para lei ser respeitada, blocos terão treinamento sobre “não é não”

O protocolo "Não é Não" foi criado para prevenir constrangimentos e violências contra a mulher

Por Thailla Torres | 19/01/2024 07:37
Bloco Calcinha Molhada vai oferecer treinamento para que protocolo seja cumprido. (Foto: Luana Chadid)
Bloco Calcinha Molhada vai oferecer treinamento para que protocolo seja cumprido. (Foto: Luana Chadid)

No dia 23 de janeiro, Campo Grande terá um treinamento especial voltado para os organizadores de Blocos de Carnaval de Rua, visando a implementação do protocolo "Não é Não". O evento, organizado pelo bloco Calcinha Molhada, busca disseminar informações sobre a Lei n. 14.786, sancionada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 29 de dezembro de 2023.

O protocolo "Não é Não" foi criado para prevenir constrangimentos e violências contra a mulher, estabelecendo princípios fundamentais como o respeito ao relato da vítima e a preservação da dignidade, honra, intimidade e integridade física e psicológica. A legislação se aplica a ambientes como casas noturnas, boates, espetáculos musicais em locais fechados e shows com venda de bebida alcoólica.

O treinamento, que será ministrado pela psicóloga Tatiana Samper, acontecerá na cervejaria Capivas, das 18h30 às 20h30. Durante o evento, os participantes terão a oportunidade de aprender sobre assédio e outros tipos de violência contra mulheres, protocolos de atendimento nacionais e internacionais, órgãos que integram a rede de atendimento e as características específicas da Lei "Não é Não".

"Acreditamos que o treinamento oferecido possa contribuir para a construção de um Carnaval de Rua mais seguro e preparado para possíveis violências sofridas por mulheres nesse período festivo, gerando uma transformação gradativa no comportamento dos foliões e dos trabalhadores do Carnaval sul-mato-grossense", afirma Raína Menezes, uma das fundadoras do bloco Calcinha Molhada.

Tatiana Samper, psicóloga responsável pelo treinamento, possui ampla experiência no atendimento a questões de gênero, tendo colaborado na criação do serviço de Acompanhamento Psicossocial Continuado na Casa da Mulher Brasileira. Atualmente, é voluntária na Central Única das Favelas, coordenando o Núcleo Psicossocial. Em 2023, conduziu um treinamento semelhante em parceria com a Abrasel para equipes de bares e restaurantes, além de ser psicoterapeuta e mestranda em Desenvolvimento Local pela UCDB.

O bloco Calcinha Molhada, formado por mulheres e para mulheres, busca proporcionar um Carnaval de rua em Campo Grande que seja livre de assédio e violência. O estandarte do bloco carrega a mensagem da liberdade, diversão e um #CarnavalSemAssedio com amor e respeito. O bloco tem como propósito criar um ambiente seguro, acolhedor e inclusivo para todas as mulheres e o público LGBTQIA+, valorizando a potência feminina em todas as suas formas.

O bloco Calcinha Molhada, formado por mulheres e para mulheres, busca proporcionar um Carnaval de rua em Campo Grande que seja livre de assédio e violência. (Foto: Arquivo Campo Grande News)
O bloco Calcinha Molhada, formado por mulheres e para mulheres, busca proporcionar um Carnaval de rua em Campo Grande que seja livre de assédio e violência. (Foto: Arquivo Campo Grande News)

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