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JUNHO, DOMINGO  20    CAMPO GRANDE 13º

Diversão

Pelo 2º ano consecutivo, dançar quadrilha vai ficar só na vontade

Por causa da pandemia, grupos de quadrilhas juninas foram até desfeitos

Por Bárbara Cavalcanti | 10/06/2021 07:42
Grupo Santo Antônio Explosão Aquicola em apresentação no último arraial, em 2019. (Foto: Reprodução Redes Sociais)
Grupo Santo Antônio Explosão Aquicola em apresentação no último arraial, em 2019. (Foto: Reprodução Redes Sociais)

Pelo segundo ano consecutivo, quem dança quadrilha de festa junina vai ter que passar vontade. Ainda por causa do aumento no número de casos e mortes devido à pandemia, grandes aglomerações, como o tradicional Arraial de Santo Antônio vão ter que ficar para a próxima.

O diretor criativo do grupo Santo Antônio Explosão Aquicola, Wanderson Costa, é um dos que sente saudade de dançar. Em 2019, o grupo participou do Arraial e inclusive rodou alguns estados brasileiros representando Mato Grosso do Sul. A quadrilha junina chegou de disputar a nacional em Brasília e ficou em 14º lugar entre 26 outros grupos.

Quadrilha do grupo Santo Antonio Explosão Aquicola durante apresentação. (Foto: Reprodução Redes Sociais)
Quadrilha do grupo Santo Antonio Explosão Aquicola durante apresentação. (Foto: Reprodução Redes Sociais)

“A gente está parado desde quando começou a pandemia. Inclusive, tínhamos um belíssimo enredo que a gente já estava preparado para apresentar e sair rodando o Brasil inteiro para mostrar nossa cultura e nossa arte, mas infelizmente fomos barrados pela pandemia. Não é algo fácil para nós que amamos a paixão junina, quem tem isso dentro do coração”, expressa.

Mas Wanderson diz ainda ter esperança em dias melhores, e diz alimentar a esperança de um dia voltar tudo ao normal para que o grupo volte a se apresentar para alegrar multidões.

"A gente realmente sente falta, dessa paixão, dessa loucura, dessa maravilha. Mas a gente espera que tudo seja resolvido, que tenha vacina para todo mundo e que a gente volte a viver nossa alegria e nosso amor”, comenta.

Apresentações presenciais ficam só na lembrança. (Foto: Reprodução Redes Sociais)
Apresentações presenciais ficam só na lembrança. (Foto: Reprodução Redes Sociais)

Já a Cia Sai de Baixo, de Jaraguari, município a 42 quilômetros de Campo Grande, infelizmente é um dos grupos que acabou sendo desfeito. De acordo com a diretora de turismo Marinete dos Santos Martins, o grupo era principalmente composto por alunos do ensino médio.

“Juntou a pandemia e também o fato de que os meninos se formaram e cada um foi para um lugar, alguns mudaram de cidade, outros foram fazer faculdade. A gente até queria tentar, ver se a gente conseguiria sair. A experiência foi incrível, os meninos conheceram mais pessoas e de vários lugares, mas infelizmente, o grupo acabou se desafazendo”, relata.

Programação – O Arraial desse ano, assim como no ano passado, acontece de maneira virtual, sem quadrilha, transmitido no canal do Youtube da Sectur (Secretaria Municipal de Cultura e Turismo). As atrações começam a se apresentar na sexta-feira (11) e vão até domingo.

O primeiro a se apresentar, na sexta (11) é o cantor sertanejo João Paulo. Já no sábado é a vez do também sertanejo Santhiago, que fazia dupla com Paulo Sérgio, morto após complicações da covid no dia 19 de março.

Quem fecha a programa vai é o cantor Marlon Maciel, no domingo (13), um dos grandes nomes do chamamé, vanerão e sertanejo em Mato Grosso do Sul.

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