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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Novembro de 2019

04/11/2019 07:52

Samba na praça é tradição no José Abrão e programa diferente do domingo

O evento é aberto ao público e acontece aos domingos, a partir das 18h a galera começa a chegar para se divertir entre amigos

Alana Portela
Abigail Martins e Carlos Alberto de Oliveira dançando (Foto: Alana Portela)Abigail Martins e Carlos Alberto de Oliveira dançando (Foto: Alana Portela)

O Projeto Amigos da Cinderela realizou ontem mais uma edição na praça do bairro José Abrão com shows ao vivo. A festa que é aberta ao público, se tornou tradição no bairro e faz os moradores de outros locais saírem de longe para curtir o domingão de um jeito diferente. “Moro nas Moreninhas e venho sempre para estar participando, toda semana alguém me convida pra vir. Aqui é o local onde danço, brinco e me divirto bastante”, diz Leonardo Barbosa, que tem 49 anos e é professor.

O evento é tradicional no bairro e é organizado pelo músico Diogo Miranda Corrêa. “Meu pai, Gilberto Corrêa Lopes foi um dos fundadores da região e criou a escola de samba Cinderela na comunidade, mas há dois anos ele faleceu. Estou dando continuidade aos eventos que ele realizava, também para ajudar arrecadar dinheiro no carnaval”, conta.

À esquerda, Isabela Ramos ao lado dos amigos, Leonardo Barbosa e Renata Santana (Foto: Alana Portela)À esquerda, Isabela Ramos ao lado dos amigos, Leonardo Barbosa e Renata Santana (Foto: Alana Portela)
Diogo Miranda Corrêa é quem organiza os eventos (Foto: Alana Portela)Diogo Miranda Corrêa é quem organiza os eventos (Foto: Alana Portela)

“Essa festa está acontecendo desde o final do carnaval de 2019. Além da intenção é arrecadar dinheiro, a gente une a comunidade e falar sobre nossa cultura. Ensinamos a tocar percussão, fazemos arrecadação de alimentos não perecível e tentamos unir os moradores para doar sangue”, explica Diogo sobre a proposta do evento.

A festa acontece todos os domingos, a partir das 18h, e conta com apresentações de grupos de samba, como os grupos Humildemente e Catedráticos do Samba. A festa acontece num canto da praça e lota de gente querendo ver, dançar e se divertir. De adulto a criança, as famílias se reúnem no local para aproveitar o momento.

A estudante, Isabela Ramos, participou do evento pela primeira vez e conta como foi a experiência. Ela estava em outra festa quando soube do samba no José Abrão. “Estou há oito meses na Capital, moro no Monte Castelo. Estava em outro evento e alguém comentou sobre a roda de samba nessa praça e quis vir conhecer porque sou do carnaval. Cheguei e já me senti acolhida, são pessoas receptivas e é um lugar gostoso de estar”, conta a estudante Isabela Ramos.

Renata Santana, 32 anos, é vendedora e também comenta sobre o evento. “Vim de Mato Grosso pra cá há um ano. É a primeira vez que vejo a apresentação e me senti acolhida, voltarei mais vezes”.

Quem também esteve pela primeira vez no local foi Abigail Martins, 27 anos. Ela é auxiliar administrativo e entrou na roda do samba e dançou muito. “É uma energia boa, que une as pessoas. Vim pra cá através de um amigo, amo o ritmo, a batucada, é gostoso, um lugar que me identifico”, diz.

Ela estava acompanhada pelo primo, Carlos Alberto de Oliveira. Ele é dançarino, tem 39 anos e afirma que o samba está no sangue. “Moro na Villa Nasser, mas tenho parentes por aqui. É uma grande mistura. Sou descendente de uma comunidade negra, então isso já está dentro de mim. Trabalho com samba a dançar com o samba malandro, o samba está na família”, conclui.

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Grupo de samba animou a noite da galera (Foto: Alana Portela)Grupo de samba animou a noite da galera (Foto: Alana Portela)

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