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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

28/03/2018 19:13

Série polêmica da Netflix “copia” nome de empresa de saneamento de MS

Cia. Sanesul, citada em episódio como palco de esquema envolvendo funcionários, tem o mesmo nome de concessionária sul-mato-grossense que presta o mesmo serviço e que remeteu o caso ao seu setor jurídico

Marta Ferreira
Empresa homônima a concessionária de MS é investigada em seriado da Netflix. (Fotos: Reprodução)Empresa homônima a concessionária de MS é investigada em seriado da Netflix. (Fotos: Reprodução)

Baseada em fatos reais, mas obra de ficção, a série “O Mecanismo”, da Netflix –serviço de streaming de vídeos–, tem mais uma polêmica para explicar, agora envolvendo uma empresa pública de Mato Grosso do Sul. No sétimo episódio (“O último respiro”), o delegado federal Marco Ruffo, interpretado pelo ator Selton Mello, esbarra em esquema que começa com a cobrança “por fora” para resolver um problema na rede de esgoto e chega até alguém com cargo de chefia da Cia. Sanesul – Companhia de Água e Esgoto.

Trabalho mais recente do cineasta José Padilha, “O Mecanismo” est fazendo burburinho por causa das citações envolvendo políticos investigados pela Operação Lava Jato. O mote da série ficcional é justamente o combate à corrupção. No episódio em questão, Ruffo ouve de um funcionário da concessionária, uniformizado, que a solução para um vazamento de esgoto levaria semanas. Com o bloquinho na mão, o trabalhador insinua ser possível conseguir solução rápida “por fora”.

A cenografia expôs no bloquinho e no veículo do funcionário o nome da Cia. Sanesul e a logomarca da empresa, representada por uma imagem branca, azul e verde e que guarda similaridade com a da empresa sul-mato-grossense –que se vale de uma gota azul estilizada com o “S”.

O policial decide contratar o “serviço” e acaba encontrando um esquema maior, que envolve funcionários, inclusive com cargo de chefia, da companhia fictícia. Os fatos reverberam no episódio seguinte –“O juízo final”, que cita a empresa como parte do mecanismo da corrupção explorado no seriado.

A série usa nomes modificados para todas as empresas citadas. A Petrobras por exemplo, é Petrobrasil. A Polícia Federal vira Polícia Federativa.

A similaridade entre o nome da empresa ficcional e a companhia sul-mato-grossense já provocou reação na empresa. Após imagens do seriado circularem entre redes sociais na internet, a Sanesul confirmou ao Campo Grande News, via assessoria de imprensa, que a assessoria jurídica já analisa as imagens a fim de verificar se cabe algum encaminhamento pela citação da empresa.

A Sanesul, porém, não é a única referência a empresas de Mato Grosso do Sul no seriado. Usada como referência à semanal Veja, a revista Leia é um dos veículos de comunicação citados no seriado –o nome é o mesmo de uma publicação sul-mato-grossense que existiu no início dos anos 2000.

Embate - Criticado principalmente por atribuir ao personagem que representa o ex-presidente Lula na série, uma fala que, na realidade, é do ex-senador Romero Jucá,  sobre um "grande acordo nacional" para livrar os corruptos, o diretor José Padilha trocou farpas com a ex-presidente Dilma Rouseff e acusou a esquerda de hipocrisia nas reações à série.

Nas redes socais, até campanha de boicote à Netflix foi convocada. A produção, em todos os seu episódios, alerta que é uma obra ficcional.

Sanesul original remeteu caso ao setor jurídico para avaliar providências.Sanesul "original" remeteu caso ao setor jurídico para avaliar providências.


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