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Campo Grande, Domingo, 13 de Outubro de 2019

03/12/2018 08:48

Jessye perdeu a visão, enfrentou depressão e anorexia e hoje ajuda quem precisa

Jessye aprendeu cedo que as consequências da diabetes são severas e agora realiza o “Piquenique do Bem” ´para conscientizar as pessoas.

Kimberly Teodoro
Aos 23 anos, quem vê Jessye na rua nem imagina as experiências transformadoras que ela leva na bagagem (Foto: Kimberly Teodoro)Aos 23 anos, quem vê Jessye na rua nem imagina as experiências transformadoras que ela leva na bagagem (Foto: Kimberly Teodoro)

Diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 11 anos, Jessye Ane aprendeu muito cedo que as consequências da doença podem ser severas. Além das restrições alimentares e da dependência da insulina, ela enfrentou a depressão, depois a anorexia e passou 5 anos sem conseguir ver uma dos cenários favoritos na cidade: O lago do Parque das Nações Indígenas.

Hoje, com um sorriso leve no rosto e a expressão tranquila no olhar, quem vê Jessye nem imagina que aos 23 anos, carrega experiências marcantes que poderiam ter transformado a vida dela em uma tragédia. Mas ao contrário, todas viraram motivação para fazer a diferença no mundo.

Jessye conta que descobriu a doença quando a avó notou o cansaço constante, a falta de apetite e a perda de peso incomuns para a idade dela e resolveu levá-la em uma farmácia para um teste glicemia, que apontou a diabetes. Ela conta que apesar do diagnóstico ainda na infância, a desinformação foi por muito tempo uma sombra ao redor dela.

Duas vezes por ano ela reúne voluntários no Parque das Nações para conscientizar as pessoas sobre a diabetes (Foto: Kimberly Teodoro)Duas vezes por ano ela reúne voluntários no Parque das Nações para conscientizar as pessoas sobre a diabetes (Foto: Kimberly Teodoro)

Para ela, era uma época de muitas proibições, em que a ideia de que ter uma doença crônica significava nunca mais ter uma vida normal. O açúcar foi retirado completamente da dieta e a dependência da insulina chegou a ser motivo de bullying na escola.

“Os meus colegas me chamavam de diabética como se fosse um xingamento”, conta.

O resultado foi a depressão e pouco tempo depois a anorexia, a fibromialgia - doença que causa dores intensas no corpo por longos períodos - problemas nos rins e no intestino.

O dia teve atividades como Yoga e conversa com profissionais da saúde (Foto: Diego Silva)O dia teve atividades como Yoga e conversa com profissionais da saúde (Foto: Diego Silva)

Formada em Design Gráfico, Jessye conta que não chegou a atuar na área por muito tempo, pouco depois de concluir o curso, em 2012 em consequência de uma catarata, ela perdeu a visão, foram 5 anos sem conseguir enxergar até a cirurgia que trouxe de volta a nitidez dos contornos e das cores essenciais na profissão e devolver também a alegria da vida, que hoje se transformou em vontade de ajudar outros nas mesmas condições dela.

De volta ao Parque das Nações, Jessye realiza o “Piquenique do Bem”, uma tarde para discussões sobre o diabetes e conversas com nutricionistas e médicos voluntários, perto do lago que já foi cenário de muitas lágrimas e hoje é palco da campanha de conscientização protagonizada por ela. “Eu vinha aqui com a minha família e não conseguia ver o lago, eu olhava para água e só via uma mancha marrom, sem movimento, sem vida e chorava. Por isso escolhi fazer o piquenique aqui”, relembra.

Realizado 2 vezes por ano, no último domingo (2) foi ainda mais especial, além de comemorar 1 ano de projeto, também faz 1 ano que Jessye voltou a enxergar e hoje utiliza a própria experiência para ajudar quem enfrenta situações parecidas com a dela.

No piquenique, que acontece de forma gratuita, nutricionistas montaram um cardápio especial com frutas, pães e bolos para mostrar que é possível comer com qualidade sem perder o prazer do sabor dos alimentos. Aulas de Yoga, zumba e conversas com psicólogos e endocrinologistas também fizeram parte da programação.

“Hoje é a realização de um sonho, é assim, ajudando outras pessoas que eu me sinto útil e viva de novo. Resolvi passar para as pessoas as informações que eu não tive, para que elas não precisem passar pelo que eu passei. Ter uma vida normal, mesmo com uma doença crônica, é possível sim, não somos diferentes de ninguém. É tudo uma questão de equilíbrio”, conta.

Para acompanhar as ações, siga o perfil da Jessye no facebook.

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O Piquenique do Bem acontece 2 vezes por ano
com atividades de conscientização (Foto: Diego Silva)O Piquenique do Bem acontece 2 vezes por ano com atividades de conscientização (Foto: Diego Silva)


https://www.austerduarte.com.br/estresse-ansiedade-e-depressao

Um psiquiatra pode identificar bem o seu caso, diagnosticar e lhe prescrever medicamentos que poderão atenuar, controlar, dopar, mas nunca curar, a não ser que o problema esteja ligado apenas a desequilíbrios metabólicos ou deficiências nutricionais, como no caso da deficiência do lítio ou da vitamina B12. Mas, quando o problema está ligado a sentimentos de culpa, remorsos, medos, frustrações acumuladas, sentimentos de inseguranças, vazios existenciais, etc., o remédio do psiquiatra não vai conseguir lhe curar. É imperativo que você trate a causa, e não meramente o efeito dos problemas.

https://www.austerduarte.com.br/estresse-ansiedade-e-depressao
 
Ezequiel Godoy em 05/12/2018 23:09:51
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