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Para evitar contágio, melhor pagar conta no dinheiro ou cartão?

O dinheiro em papel é um meio transmissor, onde o vírus permanece por quatro dias e contamina fácil, passando de mão em mão

Por Alana Portela | 24/03/2020 07:42
Qual melhor forma de pagamento, dinheiro ou cartão? (Foto: Marcos Maluf)
Qual melhor forma de pagamento, dinheiro ou cartão? (Foto: Marcos Maluf)

Em meio à pandemia do Coronavírus, quase todos os moradores de Campo Grande vão ter contato com a doença. Isso porque, o dinheiro é um dos principais meios de transmissão, no qual o vírus pode permanecer até cinco dias intacto e ainda contaminar várias pessoas de uma só vez, passando de mão em mão.

O momento exige atenção, mas qual seria o melhor meio de evitar o contágio? Com pagamento em dinheiro ou cartão? Quem tira essas dúvidas é a médica, Gabriely Sacht. Ela é dermatologista e explicou ao Lado B os cuidados necessários para se prevenir da doença.

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“O cartão é a forma de pagamento mais tranquila, pois pode ser higienizado com álcool depois da compra”, explica. “Já o dinheiro é uma coisa contaminada, circula por muito tempo e passa por várias mãos”, completa a profissional da área da saúde.

A médica relata que a transmissão do Coronavírus é rápida e o vírus pode permanecer no papel por até cinco dias.  “Sobrevive de quatro a cinco dias e se alguém encostar pode pegar. Quem tiver contato com o dinheiro, pega e coloca na carteira, mas em seguida higienize as mãos com álcool gel”, orienta.

Se estiver num mercado e nele tiver banheiro onde se possa lavar as mãos, melhor ainda. “Tem que lavar da forma que está sendo orientada. Limpar os dedos, palma, planta e até o cotovelo. É uma lavagem completa, depois finalize com álcool gel. Carregue um contigo ou peça um pouco porque nos mercados estão disponíveis”.

Evite colocar as mãos no rosto, principalmente nos olhos, boca e nariz, isso pode ser decisivo para sua saúde.

O cartão, seja de crédito ou débito, ainda é a forma mais recomendada na prevenção. Isso porque, tem aqueles que fazem pagamentos automáticos via aproximação do cartão ou do celular. Outro meio usado é o Apple Watch, um relógio que paga ao se aproximar da maquininha. “São mais seguros, mesmo aqueles que não realizem por aproximação”, afirma a médica.

Os cartões não circulam no mercado e após realizar o pagamento permanece com o proprietário. “Por ser plástico, o vírus sobrevive cinco dias. Contudo, é possível fazer a higienização dele, passando álcool 70”. Fazendo isso, estará eliminando o vírus e evitando que mais pessoas sejam contaminadas.

“Melhor ainda são as compras on-line, que são todas digitais”, afirma. Desta maneira, além de fazer o dinheiro circular ainda evita que alguém contaminado pegue e transmita para os demais.

Além do pagamento, quem sair de casa para ir ao mercado ou farmácia é indicado que leve sua própria sacola. “Não pegue as de plástico e se pegar, não leve para dentro de casa, deixe separado em outro local. Sempre higienize as embalagens dos alimentos, para não contaminar quem encostar sem querer”.

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