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Campo Grande, Sábado, 18 de Agosto de 2018

21/12/2016 06:20

Apelidado de mané pelado, bolo de mandioca é sensação em chácara de Piraputanga

Paula Maciulevicius
Para chegar quentinho à mesa, bolo começa com mandioca ralada um dia antes. (Foto: Marcos Ermínio)Para chegar quentinho à mesa, bolo começa com mandioca ralada um dia antes. (Foto: Marcos Ermínio)

Faz três anos que Lúcia aprendeu a receita vendo os outros na cozinha e desde então, o bolo de mandioca se tornou obrigatório no café da manhã oferecido pela chácara onde mora ela e o marido Jamil, em Piraputanga, distrito de Aquidauana.

Paranaense, Lúcia mora há anos no Estado e na última década, adotou a chácara "São Benedito" como lar. A propriedade está na família do marido há 45 anos e é conhecida por chácara dos mirantes, devido aos quatro pontos de uma vista espetacular.

A chácara oferece estrutura de camping, trilhas e rapel e é para este público que o bolo de mandioca virou marca registrada de qualquer aventura, apelidado por eles de "mané pelado". Antes de encarar subidas, o ponto de partida é ali, ao redor da mesa de Lúcia. 

"Bolo de mandioca sempre se chamou Mané Pelado. Havia um vendedor que a mulher fazia o bolo para ele vender. A receita era deliciosa, mas tinha uma curiosidade: o senhor Mané não gostava de usar camisa e saía pelas ruas de peito aberto vendendo a iguaria de mandioca. Daí ficou: 'mané pelado'", conta o guia do Sopa de Pedra, Nilson Young. 

Lúcia é a dona da receita, aprendida no olhômetro, há três anos. (Foto: Marcos Ermínio)Lúcia é a dona da receita, aprendida no olhômetro, há três anos. (Foto: Marcos Ermínio)

A receita, Lúcia passa como se não tivesse segredo e fosse a coisa mais fácil do mundo. "Mandioca ralada, ovos, leite, coco, açúcar e manteiga Maria Lúcia Dias de Moraes. Mais no "olhômetro" do que com as medidas descritas certinha, Lúcia começa os preparativos na véspera da chegada dos visitantes.

"Você rala a mandioca e deixa escorrendo de um dia para o outro. Depois que ela escorrer bem, acrescenta três ovos, leite, coco e açúcar e uma pitadinha de pó Royal também", ensina. "Mexe bem e põe para assar. Eu calculo o tanto de massa que dá para encher uma forma e os ingredientes, como o leite, vai colocando até ficar massa de bolo mesmo", orienta.

No forno, a receita leva uma hora para assar e o indicativo de que o bolo de mandioca está no ponto, é a casquinha douradinha. 

E se houver dificuldades em fazer o prato, que tal dar um pulo até lá? A instrução certinha é dada por Lúcia. Os motoristas precisam pegar a Estrada Parque em Piraputanga, entrar na Furnas dos Baianos I e seguir a placa da fazenda Novo Horizonte. Indo assim, a chácara dos Mirantes é a última propriedade.

Para o passeio, é preciso reservar com antecedência. A estrutura de camping custa R$ 20,00. O rapel tem nos valores de R$ 30 até R$ 90,00 e a trilha, a média é de R$ 30,00. Os telefones de contato são: 9-8455-1964 e 9-9193-9094.

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Se ficar difícil fazer, vá até a chácara que a Lúcia faz. (Foto: Marcos Ermínio)Se ficar difícil fazer, vá até a chácara que a Lúcia faz. (Foto: Marcos Ermínio)


Que legal essa matéria falando sobre o Bolo Mané Pelado. Mas apesar de ser sul-matogrossense, morei em Goiânia ha mais de vinte anos atrás, e venho informá-los que esse Bolo de Mandioca de nome Mané Pelado, é tradição em Goiás ha muitas décadas!! Foi lá pela primeira vez que ouvi o nome Mané Pelado em um bolo, e aprendi também a faze-lo. Isso é só para saberem de onde surgiu o nome e o bolo, que inclusive é muito delicioso e faz parte dos pratos de Goiás!! Mas valeu a intenção.
 
Sol em 21/12/2016 19:58:22
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