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Campo Grande, Domingo, 25 de Agosto de 2019

26/07/2019 07:02

Após 19 anos, queijo de Paraíso das Águas ganha até propaganda do presidente

Produto divulgado já recebeu proposta para ser produzido até na Europa

Danielle Valentim
Seu Àlido Brun segurando uma de suas produções. (Foto: Divulgação)Seu Àlido Brun segurando uma de suas produções. (Foto: Divulgação)

O sabor do queijo meia cura do produtor Álido Brun, de 84 anos, acaba de ganhar propaganda do presidente Jair Bolsonaro. No dia da sanção da lei que libera a comercialização do queijo artesanal em todo o País e exterior, a comemoração foi degustando o produto que nasceu em Paraíso das Águas, há 19 anos.

Presidente elogiou sabor do queijo. (Foto: Divulgação)Presidente elogiou sabor do queijo. (Foto: Divulgação)

Fã declarado do presidente, seu Álido comemora a possibilidade de agora ir até para a Europa. “Eu só vendia queijo dentro de Paraíso, mas vinha gente do Brasil inteiro comprar. Sem a Lei eu não podia enviar nem para Chapadão do Sul que é aqui do lado. Mas já teve gente que pediu encomendas por Sedex com destino a Belém, Rio de Janeiro e muitos outros lugares”, lembra Álido.

O produto é feito de forma totalmente artesanal e orgânica, por Álido e a filha. O queijo meia cura ganha a coloração natural amarelinha, fato que, segundo o dono, já chamou a atenção até de queijeiro francês.

“Já vi muitas pessoas passarem mal de tanto comer. Ele não sacia e não dá vontade de parar de comer. As pessoas me perguntam o segredo e eu não sei dizer. Eu já recebi propostas até para fabricar na Europa, mas amo meu País, eu queria ter o direito de vender aqui, sem burocracia”, pontua.

Queijos em vários formatos prontos para comercialização. Queijos em vários formatos prontos para comercialização.
Tarde de degustação no Senado. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)Tarde de degustação no Senado. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Neste mês, o queijo foi levado ao Senado e os parlamentares se esbaldaram. Um especial de sete quilos foi enviado ao presidente. “Cada senador levou um queijo. Por aqui a pesquisa foi feita com 30 pessoas e 29 indicaram meu queijo. Depois disso, enviei um de sete quilos ao presidente, que também gostou muito”, conta Álido.

Por conta do alto custo e quantidade de regras para legalizar a venda, Álido nunca pode aumentar a produção. Segundo ele, mais de 100 comerciantes de Campo Grande esperam por seu produto. Em 2003, o quilo do produto era vendido a R$ 10, em 2013 a R$ 35, em 2014 a R$ 40 e agora sai a R$ 60.

“Agora vou poder legalizar e vender sem o custo de grandes laticínios. Eu tenho área para produzir 2 mil litros ao dia, nada mais que isso, pois também não posso comprometer a qualidade do meu produto. Atualmentem, fabrico de 30 a 40 quilos por dia e vendo o quilo por R$ 60”, explica Álido.

A História – A trajetória de Àlido e família começa em 1980 quando saíram de Santa Rosa (RS) com destino a São Gabriel do Oeste, no norte do Estado, para plantar soja. Em 16 anos, seu modelo de trabalho rendeu até prêmios no Ministério da Agricultura, mas mesmo assim veio à falência.

Por ser produtor rural, teve preferência no projeto de loteamento do Incra (Instituto Nacional da Reforma Agrária) e conseguiu uma área em Chapadão do Sul, no Assentamente Sucuriú, onde ele, a esposa Elda Molinare Brun, de 75 anos, e os filhos, chegaram em 2000.

Àlido levou a cultura da uva para região, mas foi no queijo que obteve sucesso. “Eu tinha umas vaquinhas e decidi pegar um ramo desvalorizado e transformá-lo em um grande negócio”, conta.

A propriedade fica localizada na BR-060, km 54, em Paraíso das Águas. Para quem sai de Campo Grande, a fazenda fica a 54 km antes da sede de Chapadão do Sul.

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Queijo na categoria meia cura. (Foto: Divulgação)Queijo na categoria meia cura. (Foto: Divulgação)
Cortes menores mostram a textura.Cortes menores mostram a textura.
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