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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

24/02/2019 08:16

Festival de coxinhas veganas é prova de que a brasileirinha é boa até sem carne

No cardápio de lanchonete especializada no assunto, opções como massa de beterraba com chilli de soja e amendoim, espinafre com abóbora e shitake.

Kimberly Teodoro
Receitas veganas mostram que um dos pratos favoritos do brasileiro continua sendo gostoso, mesmo sem nada de origem animal (Foto: Kísie Ainoã)Receitas veganas mostram que um dos pratos favoritos do brasileiro continua sendo gostoso, mesmo sem nada de origem animal (Foto: Kísie Ainoã)

Na contramão do movimento no centro, que depois das 18h começa a cair, a Rua Pedro Celestino entre a Dom Aquino e a Barão do Rio Branco ganhou vida na noite de sexta-feira (22), e o motivo é algo que todo mundo ama: coxinhas. Dessa vez, o mais brasileiro dos salgados teve festival vegano e provou que não precisa de ingredientes de origem animal para fazer sucesso.

O festival aconteceu pela segunda vez no restaurante “Life Love Vegan”, com receitas que se destacam pela criatividade e até apresentação ao vivo do músico Philip Andara, que animou a noite no saxofone chamando a atenção de quem quer que passasse pela rua para a vitrine de pouco mais de 3m², que antes das 17h poderia muito bem ter passado despercebida.

No cardápio, a estrela da noite ganhou versões com massa de curry recheada com palmito, beterraba com chilli de soja e amendoim, espinafre com shitake e abóbora, e cenoura com brócolis e linguiça de soja. “Coxinha é uma massa muitos segredos a base de trigo e água, o que nós fizemos foi adicionar ingredientes que tornam ela mais nutritivas e combinam com os sabores do recheio”, explica Rafael Rabelo, sócio do restaurante.

 

O entra e saí de gente para experimentar as receitas mostra que coxinha faz sucesso de qualquer jeito (Foto: Kísie Ainoã)O entra e saí de gente para experimentar as receitas mostra que coxinha faz sucesso de qualquer jeito (Foto: Kísie Ainoã)

Rafael já é conhecido pelas coxinhas que vende na feira vegana, que acontece todo sábado na praça do imigrante. A novidade é que agora as receitas têm uma casa, na lanchonete que ele abriu em parceria com a amiga, Wellen Queiroz. Além dos festivais que não têm exatamente hora certa para acontecer, o lugar funciona de segunda a sábado das 18h às 22h com pratos veganos feitos pelos amigos.

Na coxinha vegana o leite, o caldo de carne e margarina usados em algumas receitas são substituídos por água, caldo de legumes e óleo de girassol, deixando a massa mais leve. Na combinação, ingredientes como a cenoura, a beterraba, o curry ou o espinafre, combinam os sabores de recheio com a preferência de cada um e deixam mais saudável um dos pratos favoritos do brasileiro.

Anny Santana e o marido, Leonardo Vieira, contam que são presença quase constante nos eventos veganos da cidade. Ele não come carne há 15 anos, hoje o que começou por questões de saúde se tornou um estilo de vida, os outros produtos de origem animal saíram do cardápio há mais ou menos 3 anos. “Meu pai morreu com câncer no intestino e tivemos outros casos na família muito parecidos e com histórico de doenças gastrointestinais. Eu sentia muita dor e tinha problemas de digestão, nenhum médico que eu fui na época encontrou nada, mas nenhum dos remédios sugeridos funcionava, aí eu resolvi cortar a carne e no primeiro dia já foi como se tivesse nascido de novo”, conta Leonardo, responsável por apresentar o vegetarianismo para a esposa.

Comparado ao tempo em que Leonardo não come carne, Anny ainda é nova nesse caminho e confessa ainda comer derivados como leite e ovos, que ela vem tirando aos poucos apesar de já ter cortado outros itens de origem animal como bolsas e sapatos de couro, cosméticos e outros produtos de consumo diário. “Comecei a conhecer o vegetarianismo por causa do Leonardo, daí em diante fui pesquisando e aprendendo sobre o assunto até tomar a decisão de parar de comer carne. Foi aí que começamos a seguir pelo caminho do veganismo, ele primeiro que eu”, diz.

Ao todo foram 4 sabores de coxinha com ingredientes capazes de deixar o prato mais saboroso e nutritivo. (Foto: Kísie Ainoã)Ao todo foram 4 sabores de coxinha com ingredientes capazes de deixar o prato mais saboroso e nutritivo. (Foto: Kísie Ainoã)

Há 15 anos, quando Leonardo virou vegetariano, a única opção na cidade era fazer a própria comida, por isso ele considera os eventos que reúnem as pessoas que seguem o mesmo estilo de vida um progresso por aqui.

Ele e Anny já conheciam os sabores de coxinha vendidos por Rafael, inclusive cada um tem o favorito na ponta da língua, ela prefere a coxinha que leva o vegetal favorito dela, o brócolis, e ele é fã de pimenta e prefere a de chilli de soja e amendoim, mas dessa vez achou difícil escolher entre esse sabor e a de palmito. “A melhor parte nesses eventos é a variedade de ingredientes, mostra que dá para se alimentar bem sem perder o gosto pela comida, que mesmo sem carne continua saborosa”, afirma.

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Wellen e Rafael abriram o restaurante há cerca de 1 ano depois de perceber a demanda por produtos veganos aumentar (Foto: Kísie Ainoã)Wellen e Rafael abriram o restaurante há cerca de 1 ano depois de perceber a demanda por produtos veganos aumentar (Foto: Kísie Ainoã)
Na contramão do movimento no centro, que caí depois das 18h, a calçada em frente ao restaurante ganhou vida com direito até a música ao vivo (Foto: Kísie Ainoã)Na contramão do movimento no centro, que caí depois das 18h, a calçada em frente ao restaurante ganhou vida com direito até a música ao vivo (Foto: Kísie Ainoã)
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