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Campo Grande, Terça-feira, 24 de Setembro de 2019

23/08/2019 08:34

Gilson revive receita da infância vendendo coxinha de mandioca a R$ 0,50

Na contramão do mercado, salgado ficou mais barato e ainda ganhou versão de queijo

Danielle Valentim
Além dos recheios de carne e frango, a opção de queijo é nova e já tomou o espaço das outras.  (Foto: Kísiei Ainoã)Além dos recheios de carne e frango, a opção de queijo é nova e já tomou o espaço das outras. (Foto: Kísiei Ainoã)

Com música na caixinha de som e a fritadeira aquecida, Gilson Guimarães Galvão, de 44 anos, abre às 16h para vender o salgado que o leva à infância todos os dias: a coxinha de mandioca. Na mesma função há 15 anos, o salgadeiro não revelou a receita, mas prova que é possível ir na contramão do mercado para manter o clientela.

É num carrinho montado em uma rua sem asfalto, do Bairro Estrela Park, que Gilson vende e recebe encomendas. A movimentação em frente à sua casa não para.

Além dos recheios de carne e frango, a opção de queijo é nova e já tomou o espaço das outras. O Lado B foi até o local e provou as famosas coxinhas de mandioca feitas por Gilson. “A coxinha de queijo me surpreendeu porque já nasceu liderando no primeiro dia. Com relação ao preço vai de cada um. Eu prefiro manter meu preço, qualidade e garantir meus clientes”, pontua Gilson.

Salgado apesar de frito é bem sequinho e para quem vai até o local pode degustar com uma tradicional tubaína de acompanhamento. (Foto: Kísiei Ainoã)Salgado apesar de frito é bem sequinho e para quem vai até o local pode degustar com uma tradicional tubaína de acompanhamento. (Foto: Kísiei Ainoã)
É num carrinho montado em uma rua sem asfalto, do Bairro Estrela Park, que Gilson vende. (Foto: Kísiei Ainoã)É num carrinho montado em uma rua sem asfalto, do Bairro Estrela Park, que Gilson vende. (Foto: Kísiei Ainoã)

O único item usado na receita e revelado à reportagem é a mandioca, ingrediente nitidamente visto e sentido, já que a massa é bem amarelinha e levemente adocicada. O salgado apesar de frito é bem sequinho e para quem vai até o local pode degustar com uma tradicional tubaína de acompanhamento.

Casado há nove anos e pai de um casal de filhos, Gilson já é conhecido na região, principalmente, na Avenida José Nogueira Vieira, onde permaneceu por anos dividindo espaço com à famosa chipa de R$ 1,00. Na época, as coxinhas de carne e frango eram vendidas a R$ 0,70.

A residência fica próxima à BR-163, rodovia que rapidamente liga a região norte e sul da cidade, o que traz gente de longe para comer coxinha. A motorista Janaína Paim da Silva, de 35 anos, e o esposo são da Moreninha, mas como saíam do trabalho decidiram parar para comprar. “Estávamos passando e decidimos comprar”, conta.

Gilson é de Três Lagoas e se lembra que mandioca não faltava no prato. (Foto: Kísie Ainoã)Gilson é de Três Lagoas e se lembra que mandioca não faltava no prato. (Foto: Kísie Ainoã)

Onde tudo começou? Gilson é de Três Lagoas e se lembra que mandioca não faltava no prato. Ele se recorda da mãe preparando o arroz com feijão e carne, mas sem deixar de lado a mandioca.

“A coxinha de mandioca sempre foi meu salgado preferido até que decidi criar minha própria receita. Comecei a vender e deu certo e estou fazendo a mesma coisa há 15 anos”, lembra.

A mandioca comprada é a do mercado mesmo, pois Gilson garante que o segredo está no preparo e não na raiz. O trabalho nem precisa começar tão cedo. “Com a ajuda da minha esposa montamos rapidinho e às 16h está tudo pronto para começar as vendas”, conta.

Gilson aceita encomendas pelo 9 99165-8237 e abre o negócio das 16h às 22h na Rua Manoel Alcova Filho, 315, Bairro Estrela Park.

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