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Campo Grande, Terça-feira, 21 de Agosto de 2018

24/07/2017 06:15

Tem gente que duvida, mas há 20 anos restaurante no centro serve almoço por R$ 5

No inicio, o prato feito custava R$ 1,50, e tem arroz, feijão, duas opções de carne, mais dois acompanhamentos e bastante salada

Eduardo Fregatto
Placa na calçada informa o preço do restaurante, que fica ao final de um corredor na Barão do RIo Branco. (Foto: João Paulo Gonçalves)Placa na calçada informa o preço do restaurante, que fica ao final de um corredor na Barão do RIo Branco. (Foto: João Paulo Gonçalves)

A placa no meio da calçada não deixa dúvidas: o restaurante localizado na região central, na Avenida Barão do Rio Branco, vende almoço, prato feito ou marmitex, por apenas R$ 5,00. Muita gente entra no estabelecimento achando que é pegadinha. E conferem se o preço é mesmo verdadeiro.

"Ficam desconfiados", confirma Felipe Talles Lemes, de 22 anos. Ele é filho de Odair José Camargo, 42, dono do comércio. O nome do lugar, Felipe Restaurante, foi dado em homenagem ao filho.

Cardápio tem bastante salada e o próprio cliente faz o seu prato feito. (Foto: Divulgação)Cardápio tem bastante salada e o próprio cliente faz o seu prato feito. (Foto: Divulgação)
Neste dia, teve carne com mandioca e frango, além de arroz, feijão, farofa e creme de milho. (Foto: Divulgação)Neste dia, teve carne com mandioca e frango, além de arroz, feijão, farofa e creme de milho. (Foto: Divulgação)

O Lado B foi ver a comida de perto e tentar descobrir como é possível vender um almoço por um preço tão baixo. No começo do comércio, há 20 anos, o almoço era apenas R$ 1,50. "A gente está sempre procurando promoções, os melhores preços, as melhores ofertas. E usamos produtos da época", explica rapidamente Odair, enquanto atende uma fila enorme no caixa.

A fila para servir também é extensa, mas o pessoal diz que é tudo muito rápido. "Eu cheguei não faz 20 minutos, já estou comendo. Fico aqui no máximo 40 minutos", diz a manicure Amanda Santos, 22 anos, que trabalha ali perto e sempre vai ao restaurante no seu horário de almoço. "A gente fica em fila de banco, aqui pelo menos é pra comer", brinca outra cliente, Leny Cunha Talaveira, 55, vendedora ambulante que trabalha nas ruas centrais.

Felipe, o filho do dono, trabalha no restaurante que leva o seu nome na fachada. (Foto: João Paulo Gonçalves)Felipe, o filho do dono, trabalha no restaurante que leva o seu nome na fachada. (Foto: João Paulo Gonçalves)

Segundo Felipe, são cerca de 700 almoços vendidos por dia. De arroz, são preparados 60 quilos diariamente, e 24 de feijão. E não sobra nada, garante.

Com o sucesso, agora a família inaugurou, ontem, um restaurante filial, no Shopping Estação. O preço vai ser o mesmo.

Cardápio - O menu muda todos os dias. Mas é sempre arroz, feijão, duas opções de carne e mais dois acompanhamentos, como legumes e farofa. No dia em que fomos, tinha estrogonofe ou frango assado, além de arroz, feijão, batata palha e farofa. Em outros dias, tem até feijoada. "É o que a pessoa precisa comer pro dia. Não tem grande variedade mas não falta nada", destaca Felipe.

"A comida é boa. Eu gosto muito e também economizo", afirma Adrielle Mendes, 16 anos, também trabalhadora do centro.

Leny diz que a fila grande não atrapalha pois anda rápido. (Foto: João Paulo Gonçalves)Leny diz que a fila grande não atrapalha pois anda rápido. (Foto: João Paulo Gonçalves)

Apesar do sistema ser de prato feito, são os próprios clientes que se servem. Mas com algumas limitações. "A gente controla só a carne. Ou pega um pedaço de frango ou uma concha de carne com mandioca, por exemplo", explica Felipe.

Ele ressalta que o restaurante tem 20 anos de história e começou vendendo almoço por R$ 1,50. A intenção sempre foi oferecer uma opção acessível para os trabalhadores da região central. E lucro é feito por meio do número grande de clientes. "A gente ganha por causa da quantidade, né? Afinal são 700 almoços por dia", diz.

Odair abriu o restaurante primeiro como lanchonete, há 20 anos, quando tinha apenas 22 de idade. (Foto: João Paulo Gonçalves)Odair abriu o restaurante primeiro como lanchonete, há 20 anos, quando tinha apenas 22 de idade. (Foto: João Paulo Gonçalves)

Ainda tem promoção. Pagando R$ 1,00 a mais, você ganha um mini-lata de guaraná. Também tem tubaína, 600ml, por R$ 2,50, que é a opção mais vista nas mesas do lugar.

"O que eu achei mais legal é que você vê que as pessoas comem bem, parece ser tudo limpinho. E, além de ganhar dinheiro, o dono aqui está ajudando muita gente que precisa", afirmou a professora Rita Toledo, 44. "Eu vim pela segunda vez, gostei bastante. Um amigo indicou. Eu pensei que um lugar barato assim não deve ser legal, mas fiquei admirada", finalizou.

O Felipe Restaurante fica na Rua Barão do Rio Branco, 1389. A nova filia será aberta no Shopping Estação, 2º piso, que fica na Avenida Afonso Pena, 1736.

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Restaurante lotado, por volta das 12h, e fila grande para servir. (Foto: João Paulo Gonçalves)Restaurante lotado, por volta das 12h, e fila grande para servir. (Foto: João Paulo Gonçalves)
Clientes fazem o próprio prato feito. (Foto: João Paulo Gonçalves)Clientes fazem o próprio prato feito. (Foto: João Paulo Gonçalves)


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