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Lado Rural

Colheita da soja atinge 99,8% da área plantada em MS

Aprosoja revisa produtividade para 61,7 sacas por hectare mesmo com perdas causadas pela seca

Por Gustavo Bonotto | 06/05/2026 20:41
Colheita da soja atinge 99,8% da área plantada em MS
Maquinário faz a colheita da soja em plantação sul-mato-grossense. (Foto: Arquivo/Aprosoja)

A colheita da soja da safra 2025/2026 alcançou 99,8% da área plantada em Mato Grosso do Sul, segundo boletim divulgado pela Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja) nesta quarta-feira (6). O levantamento do Sisga (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio) considera dados coletados até 1º de maio junto a produtores rurais, sindicatos e empresas de assistência técnica.

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A colheita da soja safra 2025/2026 em Mato Grosso do Sul atingiu 99,8% da área plantada, com 4,785 milhões de hectares colhidos, segundo a Aprosoja/MS. A estimativa de produção foi elevada para 17,759 milhões de toneladas, com produtividade média de 61,73 sacas por hectare, 19,2% acima do ciclo anterior. A safra enfrentou perdas climáticas entre janeiro e fevereiro, afetando mais de 640 mil hectares.

A região centro já concluiu os trabalhos no campo. No sul do Estado, a colheita atingiu 99,8% da área cultivada, enquanto a região norte chegou a 99,6%. Ao todo, cerca de 4,785 milhões de hectares já foram colhidos em Mato Grosso do Sul.

Com o avanço da colheita e das amostragens de produtividade, a Aprosoja/MS elevou a estimativa da safra estadual para 17,759 milhões de toneladas. A produtividade média revisada passou para 61,73 sacas por hectare, índice 19,2% superior ao registrado no ciclo anterior.

Os dados atualizados foram obtidos a partir de 713 levantamentos de produtividade realizados em aproximadamente 937 mil hectares, o equivalente a 19,5% da área cultivada no Estado. Segundo a entidade, os números ainda podem sofrer ajustes porque dependem da conclusão do estudo de uso e ocupação do solo e da consolidação final das amostras de campo.

Apesar da perspectiva recorde, o boletim aponta que a safra enfrentou forte deterioração das lavouras no começo do ano. Em dezembro de 2025, mais de 75% das áreas estavam em boas condições, cenário que mudou com os veranicos e as temperaturas elevadas registrados entre janeiro e fevereiro.

A seca afetou mais de 640 mil hectares de soja no Estado. Dourados, Ponta Porã, Maracaju e Amambai aparecem entre os municípios mais prejudicados pelas perdas climáticas.

Atualmente, 56,8% das lavouras são classificadas como boas, 27,6% regulares e 15,6% ruins. A situação mais crítica segue concentrada na região sul, onde apenas 41,2% das áreas apresentam boas condições. O índice de lavouras regulares na região chega a 44,2%, o maior percentual do Estado.

Na região sudeste, municípios como Naviraí, Nova Andradina e Iguatemi registram 45,5% das áreas em boas condições e 41,7% em situação regular. Já o nordeste lidera o ranking estadual de qualidade das lavouras, com 69,4% das áreas avaliadas como boas.

O boletim também detalha o desempenho dos municípios na produtividade média da soja. Alcinópolis aparece na liderança estadual, com média de 85,06 sacas por hectare. Costa Rica registra 78,73 sacas e Chapadão do Sul alcança 76,75 sacas por hectare.

Entre os municípios abaixo da média estadual, Figueirão aparece com 42,39 sacas por hectare, Juti com 43,10 e Itaquiraí com 43,25 sacas.