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Lado Rural

Chuva atrasa colheita do milho e safra avança só 0,2% em MS

Levantamento aponta atraso de 4,1 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado

Por Gustavo Bonotto | 25/06/2026 20:02
Chuva atrasa colheita do milho e safra avança só 0,2% em MS
Hectare de milho em fazenda sul-mato-grossense. (Foto: Reprodução/Aprosoja)

A colheita do milho segunda safra 2025/2026 alcançou apenas 0,2% da área cultivada em Mato Grosso do Sul até a terceira semana de junho, segundo levantamento do Siga (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio). O índice representa atraso de 4,1 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ciclo anterior. As chuvas frequentes nas principais regiões produtoras dificultaram o avanço das máquinas e adiaram o início dos trabalhos no campo.

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A colheita do milho segunda safra 2025/2026 atingiu apenas 0,2% da área cultivada em Mato Grosso do Sul até a terceira semana de junho, com atraso de 4,1 pontos percentuais ante o ciclo anterior, segundo a Aprosoja/MS. As chuvas frequentes nas regiões produtoras dificultaram o avanço das máquinas. A entidade prevê aceleração a partir da segunda quinzena de julho.

Os dados são da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), que monitora o desenvolvimento das lavouras em parceria com o Governo do Estado. Apesar do ritmo lento, a entidade ressalta que a colheita do milho costuma ganhar força apenas a partir da segunda quinzena de julho, com maior concentração das atividades entre o fim de julho e o início de setembro.

De acordo com o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o excesso de chuva explica boa parte do atraso registrado neste início de safra. Segundo ele, o milho permite uma janela de colheita mais ampla que a soja, mas as condições climáticas deste ano exigem atenção redobrada.

A recomendação é que os produtores acompanhem a evolução das lavouras para aproveitar as melhores condições de colheita, já que a previsão indica continuidade da instabilidade climática, com possibilidade de chuvas irregulares, ventos fortes e ocorrência de granizo em algumas regiões do Estado.

O monitoramento mostra que as lavouras estão entre as fases vegetativa e reprodutiva. As melhores condições aparecem nas regiões nordeste, norte e oeste, onde entre 79% e 92% das áreas são classificadas como boas.

O cenário é menos favorável nas regiões sudoeste, sudeste, sul, sul-fronteira e centro. Nessas localidades, as lavouras consideradas ruins chegam a 24% da área, enquanto os índices de condição regular variam de 16% a 31%.

A previsão climática para o período entre 22 de junho e 8 de julho indica acumulados de chuva entre 10 e 50 milímetros nas regiões centro-sul, sudeste e nordeste de Mato Grosso do Sul. O volume pode manter o ritmo lento da colheita nas próximas semanas.

Além do cenário no campo, o boletim aponta os preços médios praticados no Estado. A saca de soja é negociada a R$ 112,43, enquanto a do milho tem cotação média de R$ 47,92.