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Lado Rural

Conab prevê 3,9 milhões de hectares com área plantada de soja em MS

Área é 4,7% maior que ciclo anterior; levantamento estima ligeiro crescimento na produtividade do grão

Por José Roberto dos Santos | 10/10/2023 11:10
Plantio de soja em propriedade sul-mato-grossense; calor e baixa umidade impactam início das operações. (Foto: Arquivo/Aprosoja-MS)
Plantio de soja em propriedade sul-mato-grossense; calor e baixa umidade impactam início das operações. (Foto: Arquivo/Aprosoja-MS)

O primeiro levantamento da safra nacional de grãos, publicado nesta terça-feira, 10, pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima que a área plantada com soja em Mato Grosso do Sul seja de 3,952 milhões de hectares na safra 2023-24 – um crescimento de 4,7% frente aos 3,775 milhões de hectares plantadas no ciclo 2022-23.

A área prevista é um pouco menor que o cálculo apresentado no dia 15 de setembro pela Aprosoja/MS (Associação de Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), Sistema Famasul e Governo do Estado,  que estima o cultivo de 4,2 milhões de hectares com a oleaginosa.

Na régua da Conab, por questões ligadas ao clima, a produtividade da soja sofrerá pequena redução (de 2,9%), de 3.723 quilos por hectares no ciclo anterior para 3.614 kg/ha. Apesar disso, a previsão do órgão é de que por conta do leve crescimento da área plantada, a produção seja ligeiramente maior (em torno de 1,6%), subindo de 14.054 milhões de toneladas para 14.284 milhões de toneladas com o grão, que continua sendo a principal cultura de Mato Grosso do Sul.

Para o atual ciclo da soja, a Aprosoja-MS prevê uma produção de 13,8 milhões de toneladas, redução de 7,92% e produtividade de 54 sacas por hectare, 13,52% a menos do que na safra anterior, gerando a expectativa de produção de 13,818 milhões de toneladas.

Fenômeno El Niño

Em nota distribuída à imprensa no dia 15 de setembro, o presidente da da Aprosoja-MS, André Dobashi, afirmou que “a redução na produtividade e produção estimadas pelo Siga-MS (Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio) para a safra 23/24, é justificada pela média histórica do estado, que considera a frustração de safra, causada pela severa estiagem que tivemos em 21/22. Apesar disso, a alta probabilidade da ocorrência do fenômeno El Niño indica um aumento no volume das chuvas. Caso isso ocorra entre os meses de janeiro e fevereiro, período de maior demanda hídrica da cultura, o produtor sul-mato-grossense pode esperar uma safra de grandes resultados".

Plantio da soja avança a passos lentos

Em Mato Grosso do Sul, segundo o levantamento da Conab, ocorreu o início da semeadura, tendo alcançado 8% da área plantada prevista, mas logo os produtores foram interrompendo as operações diante de solo seco e calor intenso. Na última semana de setembro houve retomada do plantio em propriedades que receberam algumas precipitações ou no “pó”, nos municípios com solos mais argilosos diante de previsões de chuvas para a virada do mês, mas ainda em ritmo cauteloso.

As operações devem ser impulsionadas a partir das próximas chuvas, quando a umidade no solo for apropriada para o plantio.

Esta safra apresenta estimativa de crescimento de área de 4,7% em comparação à passada, mesmo diante de redução da margem de lucro, sendo explicado pelo fato de os produtores renovarem seu parque de máquinas nos anos anteriores, tendo disponível capacidade operacional ociosa, além da maior parte dos novos contratos de arrendamentos serem firmados ainda durante a safra de soja passada, antes da redução dos preços da oleaginosa.

Área agrícola em MS cresce 1,6%

Á área plantada em Mato Grosso do Sul, com o cultivo de grãos, deve crescer 1,6% nesta safra 2023-2024, saltando de 6.320 milhões de hectares (em 2022-23) para 6.422 milhões de hectares no atual ciclo. Segundo o levantamento da Conab, apesar disso, toda  a produção de grãos deve resultar numa safra 5% menor, caindo de 27,8 milhões de toneladas do ciclo passado, para 26,4 milhões de toneladas para o atual.  A Conab considera para isso as culturas de caroço de algodão, amendoim (1ª e 2ª safras), arroz, aveia, canola, centeio, cevada, feijão (1ª, 2ª e 3ª safras), gergelim, girassol, mamona, milho (1ª, 2ª e 3ª safras), soja, sorgo, trigo e triticale

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