Empresas mostram transformação digital no campo durante Expogrande
Pavilhão de inovação traz soluções em inteligência artificial, biotecnologia e sustentabilidade para o agro
Com iniciativas que vão da nanotecnologia à gestão integrada, passando por soluções ambientais e digitais, o Pavilhão Tecnológico da Expogrande 2026 (Exposição Agropecuária de Campo Grande) mostra que a feira vai além da programação cultural que atrai milhares de pessoas. Por trás dos shows musicais, a programação, que segue até o dia 19 de abril, inclui, pela primeira vez, a mostra que reúne 45 empresas e instituições com foco em inovação no agronegócio.
RESUMO
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A Expogrande 2026 apresenta o inédito Pavilhão Tecnológico, reunindo 45 empresas focadas em inovação para o agronegócio. O espaço destaca avanços em inteligência artificial, biotecnologia e créditos de carbono, com ferramentas que permitem desde o monitoramento de lavouras por drones até a produção in vitro de embriões. A feira também promove soluções de conectividade e turismo rural, consolidando o evento como um polo de negócios que movimentou centenas de milhões de reais em edições anteriores.
O espaço reúne soluções de inteligência artificial, biotecnologia, ferramentas de gestão, conectividade e crédito de carbono, evidenciando o avanço da transformação digital no campo. Entre as inovações baseadas em análise de dados está a GeoIA, que utiliza drones para produzir um “raio-x” da lavoura com informações geoespaciais detalhadas.
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Também são apresentadas a Kerow, que emprega visão computacional para identificar, pesar e contar animais por meio de câmeras e drones, além de plataformas como Metryx e BeefSystem, que integram dados financeiros, produtivos e operacionais, permitindo uma gestão mais eficiente e precisa das propriedades rurais.
Outro eixo que pode ser conferido é o avanço da biotecnologia, com impacto direto na produtividade e na sustentabilidade. Startups como a Pantabio desenvolvem soluções a partir de fungos nativos do Pantanal e do Cerrado, enquanto a Pantaembryo aposta na produção in vitro de embriões para democratizar o acesso a tecnologias reprodutivas na pecuária. Já iniciativas como a Biodrop atuam na análise microbiológica para prevenir perdas econômicas e riscos à saúde pública.
A agenda ambiental também ganha espaço no pavilhão, com empresas voltadas à economia de baixo carbono e ao acesso a mercados verdes. É o caso da CO2 Life e da STZ Carbon Energy, que estruturam projetos de crédito de carbono, além da Tris, que conecta produtores a esse mercado por meio de aplicativo. Na mesma direção, a Hplan transforma dados do campo em indicadores ESG (Ambiental, Social e Governança) auditáveis, facilitando o acesso a financiamentos sustentáveis.
Soluções voltadas à conectividade e monitoramento remoto também chamam atenção, especialmente diante dos desafios de infraestrutura no campo. A Blue Sky Network oferece telemetria via satélite para áreas remotas, enquanto a Visiona traz aplicações com sensoriamento remoto e dados espaciais. Já a Metos Brasil aposta em inteligência climática para melhorar o planejamento agrícola.
Além da produção, o pavilhão também evidencia a diversificação de renda no meio rural. A Nivo, por exemplo, estrutura experiências de turismo rural, enquanto a Eniesse conecta pequenos produtores a consumidores interessados em produtos sustentáveis e artesanais.
A Expogrande tem ainda forte movimentação econômica, com 24 leilões confirmados e foco em genética de corte, equinos e animais de alto valor agregado. Em sua 86ª edição, a feira movimentou R$ 642 milhões em negócios em 2025.
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