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Lado Rural

Governo aprova mapa de risco para plantio de mamona em MS

Portaria indica períodos mais adequados ao cultivo, conforme clima, solo e possibilidade de prejuízos

Por Kamila Alcântara | 28/05/2026 17:07
Governo aprova mapa de risco para plantio de mamona em MS
Plantação de mamonas em Mato Grosso do Sul (Foto: Reprodução)

O governo federal aprovou o Zarc (Zoneamento Agrícola de Risco Climático) para o cultivo de mamona em Mato Grosso do Sul na safra 2026/2027. A medida foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) desta quinta-feira (28), por meio de portaria da Secretaria de Política Agrícola do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária).

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O governo federal aprovou o Zoneamento Agrícola de Risco Climático para o cultivo de mamona em Mato Grosso do Sul na safra 2026/2027. Publicado no Diário Oficial da União, o documento indica municípios aptos e períodos recomendados para plantio, considerando temperatura, chuva e tipo de solo. A cultura exige entre 20°C e 35°C e mais de 350 milímetros de chuva por ciclo. As informações completas estão disponíveis no sistema Siszarc e no aplicativo Plantio Certo.

Zoneamento funciona como um mapa técnico para orientar produtores sobre onde e quando plantar com menor risco climático. A portaria não libera automaticamente o plantio em qualquer área, nem garante boa produtividade. Ela indica os municípios considerados aptos e os períodos mais recomendados de semeadura, conforme critérios como temperatura, chuva, tipo de solo e ciclo da planta.

A mamona é cultivada principalmente pelo óleo extraído de suas sementes, que pode representar de 43% a 49% do conteúdo das amêndoas, dependendo da variedade e da região. Segundo o documento, a cultura tem boa adaptação a regiões mais secas, mas o excesso de umidade pode prejudicar o desenvolvimento da planta, favorecer doenças e comprometer a colheita.

O texto aponta que a faixa de temperatura considerada adequada para produção economicamente viável fica entre 20°C e 35°C, com condição ideal próxima de 28°C. Temperaturas acima de 40°C podem causar queda de flores e reduzir o teor de óleo das sementes. Em cultivo sem irrigação, a mamoneira precisa de mais de 350 milímetros de chuva, bem distribuídos ao longo do ciclo.

O Zarc trabalha com três níveis de risco climático: 20%, 30% e 40%. Quanto menor o percentual, menor a chance estimada de perda por fatores climáticos dentro dos critérios usados pelo modelo. A conta considera séries históricas de chuva e evapotranspiração, além das exigências de água e temperatura da cultura.

A portaria também define que solos arenosos, de textura média e argilosos podem ser considerados aptos ao cultivo no Estado, desde que atendam às recomendações técnicas. Ficam fora áreas de preservação permanente, solos rasos, terrenos muito pedregosos, várzeas inundadas, locais com baixa drenagem e áreas em desacordo com a legislação ambiental.

Outro alerta do documento é que o zoneamento não substitui o manejo adequado. O estudo parte do pressuposto de que não haverá problemas de fertilidade do solo, pragas, doenças ou escolha inadequada de cultivares. Por isso, o produtor ainda precisa de acompanhamento técnico antes de implantar a lavoura.

A lista de municípios aptos e os períodos indicados para plantio não aparecem diretamente na portaria. Eles devem ser consultados no Siszarc (Sistema de Zoneamento Agrícola de Risco Climático), no Painel de Indicação de Riscos do Zarc ou pelo aplicativo Plantio Certo, disponível para celulares.

Para Mato Grosso do Sul, a portaria cita cultivares enquadradas nos grupos I e II, com ciclos de até 150 dias. Nenhuma cultivar indicada para o Estado foi enquadrada nos grupos de ciclo mais longo, acima de 151 dias.

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