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Lado Rural

Pequenas propriedades puxam crescimento da produção orgânica em MS

Por José Cândido | 22/05/2026 13:50
Pequenas propriedades puxam crescimento da produção orgânica em MS
Horta agroecológica em Bonito reúne produção sustentável e alimentos cultivados sem agrotóxicos no interior de Mato Grosso do Sul.

Mato Grosso do Sul vive uma expansão da produção orgânica certificada e tenta transformar esse crescimento em oportunidade econômica para pequenos produtores e também em mudança de hábito do consumidor.

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Mato Grosso do Sul registrou aumento de 73% no número de produtores orgânicos certificados, saltando de 38 para 66 propriedades. Os dados serão apresentados na abertura da XXII Semana dos Alimentos Orgânicos, que começa nesta segunda-feira com feiras, oficinas e palestras. Glória de Dourados lidera o ranking estadual, com 13 produtores certificados. No Brasil, o mercado interno de orgânicos movimentou mais de R$ 7 bilhões em 2025 e as exportações superaram R$ 1,7 bilhão.

O Estado registrou aumento de 73% no número de produtores orgânicos certificados em poucos meses, saltando de 38 para 66 propriedades cadastradas no sistema nacional do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Os dados serão apresentados oficialmente na abertura da XXII Semana dos Alimentos Orgânicos, que começa nesta segunda-feira, com uma programação que inclui feiras, oficinas, seminários, palestras e ações educativas em diferentes municípios sul-mato-grossenses.

Apesar do avanço, Mato Grosso do Sul ainda ocupa a 24ª posição no ranking nacional da produção orgânica. Atualmente, os produtores certificados estão distribuídos em 16 municípios. Glória de Dourados lidera a lista, com 13 produtores, seguida por Ponta Porã, com sete, e Campo Grande, com seis propriedades certificadas.

A proposta da campanha é ampliar o debate sobre alimentação saudável e incentivar a agricultura de menor impacto ambiental. Durante a semana e nos próximos meses, técnicos, produtores e instituições parceiras vão promover desde capacitações em produção orgânica até implantação de hortas agroecológicas em escolas, aldeias indígenas e comunidades quilombolas.

Além da produção sem agrotóxicos, o sistema orgânico envolve regras específicas de certificação e práticas voltadas à preservação ambiental, justiça social e sustentabilidade econômica. Atualmente, o modelo já abrange desde hortaliças até carnes, leite, ovos, mel, castanhas e matérias-primas usadas na indústria de cosméticos.

Outro objetivo da mobilização é aproximar o consumidor urbano do produtor rural. A avaliação dos organizadores é de que ainda existe desconhecimento sobre o que realmente caracteriza um alimento orgânico e quais são os impactos desse tipo de produção na saúde e no meio ambiente.

A cadeia dos orgânicos também ganhou peso econômico no Brasil. Segundo dados citados pela organização da campanha, o mercado interno movimentou mais de R$ 7 bilhões em 2025, enquanto as exportações superaram R$ 1,7 bilhão. A procura por alimentos orgânicos aumentou 16% no último ano e praticamente dobrou na última década.

Hoje, cerca de 76% da produção orgânica brasileira vem de pequenas propriedades rurais com até 20 hectares. O país já aparece como o 12º maior produtor de orgânicos do mundo e exporta para 76 países.

Em Mato Grosso do Sul, os produtos certificados abastecem supermercados, programas públicos de alimentação escolar e aquisição de alimentos, além de feiras agroecológicas em cidades como Campo Grande e Dourados.