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Meio Ambiente

Asteroide de até 1,5 km fará aproximação rara da Terra neste sábado

A observação poderá se feita com telescópios pequenos e, em condições favoráveis, até com binóculos

Por Ângela Kempfer | 24/06/2026 17:47

Asteroide de até 1,5 km fará aproximação rara da Terra neste sábado
Imagem de asteróide gerada por IA

RESUMO

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Asteroide de até 1,5 km deve fazer a maior aproximação da Terra em mais de quatro séculos neste sábado (27). O objeto, identificado como 152637 (1997 NC1), passará a cerca de 2,5 milhões de quilômetros do planeta, sem risco de colisão. Classificado como potencialmente perigoso por critérios de tamanho, ele poderá ser observado com telescópios pequenos. A NASA aproveitará o evento para aprimorar dados sobre o asteroide, com retorno semelhante previsto apenas para 2133.

Um asteroide de grande porte deve fazer neste sábado (27) a maior aproximação da Terra em mais de quatro séculos, segundo dados de monitoramento internacional. O objeto, identificado como 152637 (1997 NC1), tem diâmetro estimado entre 900 metros e 1,5 quilômetro.

Durante a passagem, ele deve atingir magnitude 10, o que pode permitir observação no Brasil com telescópios pequenos e, em condições favoráveis, até com binóculos. A visibilidade, porém, pode variar conforme a luminosidade da Lua.

Apesar do porte, a passagem é considerada segura. O asteroide foi classificado pelo Minor Planet Center como potencialmente perigoso por critérios de tamanho e proximidade relativa, mas não há risco de colisão com o planeta.

Segundo o Jornal O Globo, a aproximação deve ocorrer a cerca de 0,017 unidade astronômica, o que equivale a aproximadamente 2,5 milhões de quilômetros da Terra, ou cerca de 6,8 distâncias da Lua.

Descoberto em 1997 pelo programa NEAT, no Havaí, o objeto será acompanhado por redes internacionais de observação. A NASA pretende aproveitar o evento para aprimorar medições sobre tamanho, composição e trajetória, já que parte dos dados atuais ainda apresenta incertezas.

Astrônomos destacam que encontros desse tipo são raros. Aproximações com objetos dessa escala costumam ocorrer em média uma vez por década. Neste caso, trata-se do encontro mais próximo registrado desde pelo menos o ano 1600, com previsão de retorno semelhante apenas em 2133.

Mesmo com o evento considerado seguro, a NASA mantém monitoramento contínuo de objetos próximos à órbita terrestre e afirma não haver atualmente asteroides conhecidos com chance de impacto nos próximos 100 anos.