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Meio Ambiente

Aviões que lançam água não podem decolar por causa de fumaça intensa no Pantanal

Duas aeronaves air tractor, usadas no lançamento de água, não puderam combater o fogo devido a falta de visibilidade

Por Lucia Morel | 29/09/2020 16:55
Sem dar trégua, fogo no Pantanal avança e já consumiu 1,4 milhão de hectares do bioma em MS. (Foto: Corpo de Bombeiros MS)
Sem dar trégua, fogo no Pantanal avança e já consumiu 1,4 milhão de hectares do bioma em MS. (Foto: Corpo de Bombeiros MS)

Helicóptero para transporte e dois aviões air tractor que lançam água e ajudam o combate a incêndios no Pantanal de Mato Grosso do Sul não puderam levantar voo hoje devido à falta de visibilidade provocada pela fumaça.

Com 1,4 milhão de hectares destruídos pelo fogo, o comandante do Corpo de Bombeiros em Corumbá, Luciano Lopes de Alencar afirma que talvez fosse mais arriscado as equipes levantarem voo nessas condições. “Poderia ser um perigo maior”, afirma.

O comandante cita também que as equipes em solo não haviam feito solicitação para uso das aeronaves, mas que ainda assim, caso fosse necessário, não seria possível sair do solo. “As equipes estavam fazendo reconhecimento da região para saber se iriam precisar ou não de alguma aeronave”, disse.

Ou seja, mesmo que houvesse indicação dos combatentes da necessidade de uso da aeronave, isso não seria possível.

O coordenador do Ibama/PrevFogo em Mato Grosso do Sul, Alexandre de Matos Martins Pereira diz que o uso de aeronaves de combate ao fogo são essenciais em casa de chamas altas, que é o que ocorre em incêndios florestais.

Um avião como esse chegou hoje a Corumbá, mas o local conta com dois desses para combater o fogo. (Foto: Corpo de Bombeiros)
Um avião como esse chegou hoje a Corumbá, mas o local conta com dois desses para combater o fogo. (Foto: Corpo de Bombeiros)

O lançamento de água permite redução das chamas e facilita o trabalho de brigadistas que atuam por terra. “Se esse combate não ocorre (com aeronaves) as equipes em solo se retraem, esperando uma nova janela para avanço em direção ao combate ao fogo”.

Segundo ele, a junção de temperaturas altas, mais umidade baixa do ar e ventos fortes tornam o controle das chamas ainda mais difícil. Hoje, chegaram 12 brigadistas do PrevFogo a Corumbá e mais 29 são esperados ainda esta semana.

Também até sexta-feira, devem chegar mais 60 bombeiros do Distrito Federal e mais 20 de Santa Catarina para ajudarem as equipes em solo.

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