Biólogo relata emoção de fotografar onças: “É impossível descrever”
Guia e fotógrafo de vida selvagem, Caio Rodrigues acompanha turistas em Porto Jofre
RESUMO
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O biólogo, guia e fotógrafo Caio Leonardo Rodrigues da Silva registrou imagens de onças-pintadas em Porto Jofre, no Pantanal mato-grossense, considerado um dos principais destinos do mundo para observação da espécie em habitat natural. Frequentando o local semanalmente, ele destaca que fotografar os animais exige paciência e longas horas de busca, e que a experiência de encontrá-los frente a frente é impossível de descrever.
“É impossível descrever a sensação de estar cara a cara com uma onça-pintada na natureza.” O relato é do biólogo, guia e fotógrafo de vida selvagem Caio Leonardo Rodrigues da Silva, responsável por imagens registradas em Porto Jofre, no Pantanal mato-grossense próximo à divisa com Mato Grosso do Sul.
Localizado no município de Poconé (MT), no fim da Rodovia Transpantaneira e às margens do Rio Cuiabá, Porto Jofre é considerado um dos principais destinos do mundo para observação de onças-pintadas em habitat natural.
Caio conta que os registros foram feitos durante visitas frequentes à região. Nos últimos dois meses, ele passou a ir praticamente toda semana ao local por conta do trabalho como guia no Aymara Lodge, no chamado Pantanal Norte.
“Além de guia, sou biólogo e também fotógrafo de vida selvagem. Fotografar esses bichos é realmente incrível, mas acho impossível descrever a sensação de estar cara a cara com uma onça-pintada para quem ainda não teve essa oportunidade”, relata.
Uma das imagens compartilhadas pelo fotógrafo mostra a onça descansando às margens do rio. “Ele é uma onça macho, grande e forte, com olhos pequenos, arqueados e de coloração verde-opaca”, descreve o biólogo.
Segundo Caio, fotografar onças exige paciência, preparo e longas horas de procura pelos animais. “Às vezes uma onça aparece nos primeiros 20 minutos de navegação, mas em outros dias são necessárias horas e horas de buscas. É difícil controlar a expectativa, tanto a minha quanto a dos hóspedes que acompanho”, afirma.
Apesar da ansiedade, ele destaca que os encontros dependem exclusivamente da dinâmica da natureza. “A natureza é assim, a gente não controla”, resume.
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