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Meio Ambiente

Calor recorde: 44,4°C é a maior temperatura já registrada em MS

Os dois dias mais quentes da história de Campo Grande também foram registrados nesta quarta e quinta-feira pelo Inmet e Cemtec

Por Nyelder Rodrigues | 01/10/2020 21:48
Sol escaldante quebra recordes de temperatura este ano em MS (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)
Sol escaldante quebra recordes de temperatura este ano em MS (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

A onda de calor que atinge Mato Grosso do Sul neste fim de inverno e início de primavera vem quebrando recordes históricos e, nesta quinta-feira (1), a temperatura de 44,4°C registrada em Bataguassu em 2017, a maior até então no Estado, foi igualada em Água Clara - cidade localizada a 198 km de Campo Grande, no leste sul-mato-grossense.

O recorde de 2017 foi aferido pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e Clima) em um dia 29 de março. Já neste dia 1º de outubro de 2020, o mesmo número foi alcançado em Água Clara, conforme medição do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

Quarta-feira (30), a marca de 44,1°C foi atingida em Coxim e também Água Clara, ganhando ali o status de segundo maior temperatura máxima já registrada no Estado - agora ela caiu para terceiro. Os números do Inmet e Cemtec mostram que esses 44,1°C em Coxim também são a maior marca já vista nos termômetros do local - 42,9°C em 2014 era a anterior.

Já em Campo Grande, quarta e quinta foram os dois dias mais quentes da história da capital sul-mato-grossense. Os termômetros marcaram, respectivamente, 40,7°C e 40,6°C, desbancando os 40,2°C do dia 15 de outubro de 2014, em seca severa que afetou a primavera daquele ano.

Outra área que quebrou recorde foi Corumbá. Situada no coração do Pantanal, a cidade passou por calor de 43,4°C nesta quinta, a sua segunda maior temperatur já registrada e maior em 58 anos. O primeiro lugar segue sendo os 43,8°C, de 15 de novembro de 1962, segundo os dados publicados pelo Inmet à imprensa.

Altas temperaturas devem continuar durante outubro (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)
Altas temperaturas devem continuar durante outubro (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

Sensação de 52°C - Segundo o meteorologista de Campo Grande, Natálio Abrão, esse verdadeiro 'sol de rachar mamona' que é sentido na pele por todos os cidadãos sul-mato-grossenses nos últimos dias causou sensação térmica de até 52°C.

Em seus cálculos, na quarta-feira essa sensação foi sentida em Água Clara, Três Lagoas, Selvíria e Coxim. Já nesta quinta, apenas Água Clara teria repetido o número - as demais cidades, respectivamente, foram para 50, 49 e 51 graus celsius.

Na Capital, essa sensação térmica teria ficado na marca dos 49°C e 47°C, quarta e quinta, enquanto que em Corumbá, Natálio explica que no dois dias a sensação chegou aos 51°C. Para se ter noção do calor que fez em Campo Grande na quinta, a menor temperatura do dia foram 24,4°C, registrados pela estação automática do Inmet, entre 5h e 6h.

O que vem por aí? - De acordo com o boletim de monitoramento do Cemtec, pelo menos até a data de 9 de outubro os dias devem ser bastante secos e quentes na maior parte do país, principalmente no interior brasileiro, como efeito de uma massa de ar seco na atmosfera.

Modelos meteorológicos apontam, as chuvas em Mato Grosso do Sul estão estimadas apenas para acontecer a partir do dia 11, um domingo. Um dos principais causadores desse calor excessivo e forte estiagem é o fenômeno La Ninã.

A previsão do Inmet é que a chuva fique na média dos 125 e 175 milímetros neste mês em Mato Grosso do Sul, sendo as regiões sudoeste, central e sul as que devem apresentar os maiores acumulados. Em Corumbá, esse valor deve ficar na casa dos 100 e 125 mm. A queda para o mês deve ser de 50 mm em comparação ao que ocorre de praxe.

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