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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Outubro de 2019

13/09/2019 18:41

Com 32 focos de queimadas por dia, Bombeiros reforçam efetivo no Pantanal

Aquidauana será base de operações da corporação, que em 40 dias já atendeu a 1.872 ocorrências

Humberto Marques
Equipe do Corpo de Bombeiros na Caiman, onde em Miranda, esforços conjuntos tentam conter incêndio de grandes proporções. (Foto: Divulgação)Equipe do Corpo de Bombeiros na Caiman, onde em Miranda, esforços conjuntos tentam conter incêndio de grandes proporções. (Foto: Divulgação)

O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul informou nesta sexta-feira (13) ter reforçado seu efetivo e quantidade de viaturas para enfrentamento às queimadas nas regiões do Pantanal e na Serra da Bodoquena. A base de operações foi fixada em Aquidauana –a 135 km de Campo Grande–, um dos municípios que lideram em número de focos no Estado. Em setembro, foram atendidos 32 focos de calor por dia.

A corporação mobiliza 256 homens por dia para o enfrentamento ao fogo. Mais 12 brigadistas e três viaturas especializadas seguem para o município. Lá, as equipes auxiliarão o PrevFogo, do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis). O governo do Estado ainda aguarda resposta do Cenad (Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres) ao decreto de emergência, baixado na quinta-feira (12).

Nos últimos 40 dias, foram 1.872 ocorrências atendidas pelos Bombeiros, uma média de 46 por dia. Mas que vem caindo: de 48 incêndios por dia em agosto, chegou a 32 em setembro. Apesar disso, um dos principais estragos foram registrados nos últimos dias, quando mais de 35 mil hectares do Recinto Ecológico Caiman, em Miranda (a 201 km de Campo Grande) foram incendiados.

Chefe do Centro de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros, o tenente-coronel Valdenir Moreira afirma que as temperaturas elevadas dos últimos dias e os ventos fortes colaboram com a propagação do fogo na região, em especial em uma grande área formada pelos municípios de Aquidauana, Miranda, Bonito, Porto Murtinho e Corumbá. O combate às chamas nessas áreas esbarra nas dificuldades de acesso por terra.

Clima – A Defesa Civil de Mato Grosso do Sul e os bombeiros avaliam que a situação climática no Estado segue crítica e propensa à propagação do fogo devido ao longo período de estiagem, aliado às ondas de calor nos últimos dias e a baixa umidade do ar.

Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais) apontam que, no Estado, as áreas devastadas pelo fogo já superam 1,5 milhão de hectares. A maior parte dos focos está concentrada no Pantanal.

Coordenadora do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos), Franciane Rodrigues aponta que há possibilidade de chuvas no Estado entre 25 e 27 de setembro, com instabilidades até o dia 29. O acumulado de precipitação deve chegar a 60 milímetros no centro-sul do Estado.

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