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Meio Ambiente

Com cinco animais atropelados por dia em MS, entidade pede ajuda a caminhoneiros

Instituto Homem Pantaneiro quer conversar com mineradoras para que haja um trabalho de educação ambiental com caminhoneiros

Por Ana Paula Chuva | 07/01/2021 16:43
Uma das onças-pintadas encontradas mortas na rodovia após atropelamento. (Foto: IHP)
Uma das onças-pintadas encontradas mortas na rodovia após atropelamento. (Foto: IHP)

Uma média de cinco animais silvestres são atropelados por dia na BR-262, com isso o IHP (Instituto Homem Pantaneiro) intensificou o monitoramento na rodovia e percebeu também que o aumento de atropelamentos veio junto com a intensificação do tráfego de caminhões pela rodovia e pede que caminhoneiros e motoristas reduzam a velocidade na hora de passar por ali.

De acordo com o coronel Rabelo, o número de atropelamentos aumentou de forma considerável, principalmente, após a baixa do Rio Paraguai, que fez com que o transporte de minério de ferro fosse feito pela rodovia.

“Por dia temos uma média de 300 caminhões levando minério de ferro e não tem ferrovia, nem hidrovia para esse transporte, então o fluxo na rodovia somado ao trafego da exportação para a Bolívia foi intensificado há uns 60 dias, aumentando também o número de acidentes”, destacou Rabelo.

Ao Campo Grande News, o coordenador de monitoramento ambiental e biólogo do IHP, Sérgio Eduardo Barreto de Aguiar, explicou que o grupo esteve na BR-262 e acredita que se os caminhões diminuíssem a velocidade ajudaria a reduzir o número de acidente.

“Existem várias medidas que podem ser tomadas para diminuir o número de atropelamentos. Claro que precisamos de um apoio conjunto porque são ações de certa complexidade e educação no trânsito e ambiental dos caminhoneiros e pessoas que passam ali. Em determinados pontos se houver a redução da velocidade, onde tem os corredores de fauna por exemplo, pode ajudar”, explicou Sérgio.

Por isso o instituto está se organizando e pretende, já nos próximos dias, conversar com as mineradoras para que haja um trabalho de educação no trânsito e ambiental com os caminhoneiros.

“Estamos nos organizando para conversar com as mineradoras para isso. Acho que essa é uma medida imediata. Conversar com as empresas para a redução da velocidade e peso na carga desses caminhões já é um primeiro passo”, completou.

 Além disso, Sérgio citou que no trecho onde houve a colocação da cerca pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) o número de acidentes é bem menor e que a educação no trânsito e ambiental dos caminhoneiros e de quem passa pela rodovia pode também ajudar.

“As pessoas fizeram muitas criticas à cerca, mas ela é eficiente. A gente vê que onde ela foi implementada o número de atropelamentos diminuiu, praticamente não encontramos animais atropelados no trecho onde tem a cerca. Então acho que adaptarmos ela é uma boa opção também”,  detalhou Sérgio.

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