ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
AGOSTO, SEXTA  29    CAMPO GRANDE 30º

Meio Ambiente

Crescem os incentivos financeiros para produtores protegerem o meio ambiente

Em MS há ações como o Fundo Clima Pantanal e cotas de investimento para mulheres agricultoras

Por Judson Marinho | 29/08/2025 15:45
Crescem os incentivos financeiros para produtores protegerem o meio ambiente
Vitórias Regias no Pantanal sul-mato-grossense (Foto: Bruno Rezende)

Com o objetivo de beneficiar agricultores que têm cuidado com o meio ambiente, os fundos de IS (investimentos sustentáveis), voltados a pessoas físicas, estão em plena expansão no Brasil.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Os fundos de investimentos sustentáveis (IS) para pessoas físicas registram crescimento expressivo no Brasil. Segundo dados do Jornal O Globo, o número de fundos IS aumentou de 43 para 183 entre dezembro de 2022 e julho de 2025, com patrimônio líquido saltando de R$ 5,6 bilhões para R$ 36,8 bilhões. No Mato Grosso do Sul, programas de incentivo beneficiam proprietários rurais que preservam o meio ambiente. O estado regulamentou o Fundo Clima Pantanal em fevereiro, com aporte inicial de R$ 40 milhões, destinados ao pagamento de serviços ambientais. Iniciativas como a CEPPEC e o programa PSA também fomentam práticas sustentáveis na região.

De acordo com o jornal O Globo, o número de fundos IS saltou de 43 em dezembro de 2022 para 183 em julho de 2025; no mesmo período, o patrimônio líquido desses fundos passou de R$ 5,6 bilhões para R$ 36,8 bilhões.

Esse aumento do incentivo financeiro para preservar o meio ambiente alcançou um patamar inédito desde que a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais) passou a regular sua nomenclatura, em 2022.

No bioma do Cerrado, por exemplo, os incentivos de fundos sustentáveis do poder público são realizados sobretudo por meio dos PSA (Programas de Pagamento por Serviços Ambientais).

No caso do Mato Grosso do Sul, o programa beneficia os proprietários rurais que comprovem o uso de sistemas agroflorestais para restauração de florestas do Cerrado e Mata Atlântica, a restauração de áreas úmidas e a implantação de práticas de conservação de solo e água.

Um edital lançado em 2024 destinou R$ 1 milhão para donos de terras que ajudam a preservar o meio ambiente nas margens dos rios Formoso, Prata, Betione e Salobra, nas cidades de Bonito, Jardim, Bodoquena e Miranda.

Cotas de investimento de fundos sustentáveis da organização Sitawi também mobilizaram recursos para a CEPPEC (Centro de Produção, Pesquisa e Capacitação do Cerrado), que é uma organização composta por agricultores familiares do assentamento Andalúcia, de Nioaque, cujo objetivo principal é proporcionar a geração de renda e melhorar a qualidade de vida das famílias por meio do extrativismo sustentável.

A associação fundada por mulheres agricultoras deste assentamento gera renda por meio do extrativismo e da agroindústria 'Mel do Sol', formada por 400 apicultores, que comercializa mel e derivados, ao mesmo tempo que preserva 150 hectares de vegetação nativa.

A organização Sitawi é voltada a mobilizar capital para arranjos de finanças sustentáveis, e mantém uma plataforma de empréstimos coletivos que permite investimentos a partir de R$ 10.

Por meio desta organização, são lançadas cerca de duas rodadas de investimento por ano, e elas costumam ser concorridas.

Fundo Clima PantanalPara manter e expandir as ações de proteção ambiental do Pantanal sul-mato-grossense, o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul regulamentou o Fundo Estadual de Desenvolvimento Sustentável do Bioma Pantanal no mês de fevereiro.

No ato de assinatura do decreto, foi anunciado o aporte inicial de R$ 40 milhões, que já estão destinados ao Fundo Clima Pantanal para o pagamento de serviços ambientais.

O Fundo foi criado para gerenciar as operações financeiras destinadas a Programas de Pagamentos por Serviços Ambientais na planície pantaneira, e também a conservação de ecossistemas, como parte do PESA (Programa Estadual de Serviços Ambientais).

Pelo Fundo Clima Pantanal, estão previstos até R$ 30 milhões por ano em pagamentos por serviços ambientais prestados pelos proprietários rurais.

Os pagamentos serão de R$ 55,47 por hectare de vegetação nativa excedente, por ano, com limite de R$ 100 mil por propriedade. O primeiro edital, cujo prazo de inscrição encerrou no dia 20, garante pagamentos referentes aos anos de 2025 e 2026.

Nesta sexta-feira (29), o Governo do Estado abriu o cadastramento de Organizações da Sociedade Civil do segmento de natureza ambientalista como representações de povos indígenas ou povos e comunidades tradicionais, afrodescendentes e agricultores familiares, visando a participação no processo eleitoral para composição do Comitê Gestor do Fundo Clima Pantanal.