Em 15 dias, Campo Grande tem mais que o dobro da chuva esperada para o mês
Capital acumulou até 172,4 mm na primeira quinzena, enquanto regiões de MS ainda enfrentam déficit de chuva
Em apenas metade do mês, Campo Grande já recebeu mais que o dobro da chuva esperada para setembro inteiro. O maior acumulado registrado na Capital entre os dias 1º e 15 chegou a 172,4 milímetros, volume 122% superior à média histórica mensal, de 77,6 mm.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Os números fazem parte de balanço elaborado pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul). O levantamento reúne informações de estações meteorológicas e pluviômetros de diferentes órgãos.
- Leia Também
- Capital tem céu nublado, mas sol deve aparecer ao longo da quarta-feira
- Chuvas aumentam procura por assistência social em até 20% na Capital
Todos os cinco locais de monitoramento apresentados pelo Cemtec na Capital ultrapassaram a média mensal de setembro nos primeiros 15 dias.
Capital lidera acumulado no Estado - Campo Grande também apresentou o maior volume entre as localidades analisadas em Mato Grosso do Sul. Depois dos 172,4 mm registrados na Capital aparecem Ivinhema, com 144,8 mm; Nioaque, com 137,4 mm; Anaurilândia, na Fazenda Santo André, com 131,4 mm; e Nova Alvorada do Sul, com 126,4 mm.
Apesar dos grandes volumes, o balanço mostra que a chuva passou longe de ser uniforme em Mato Grosso do Sul. Enquanto as regiões central e oeste tiveram acumulados expressivos, municípios das regiões Norte, Nordeste e Sul permaneceram com pouca precipitação.
Os maiores déficits foram encontrados em Alcinópolis e Pedro Gomes, ambos 90% abaixo da média histórica mensal. Costa Rica aparece com déficit de 78%, Camapuã com 77%, e Paraíso das Águas e Figueirão com 71% cada.
Segundo a análise técnica, a concentração de grandes volumes em poucos locais e em episódios pontuais não significa uma recuperação uniforme da umidade em Mato Grosso do Sul. Nas áreas onde a chuva continua escassa, a redução da umidade do solo mantém elevado o risco de incêndios florestais e pode agravar as condições de disponibilidade hídrica.

