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Capital

Projeto da Amamsul já percorreu cinco escolas estaduais desde agosto

Conversa abordou cidadania, drogas, criminalidade, educação e trabalho

Por José Cândido | 16/09/2026 13:41
Projeto da Amamsul já percorreu cinco escolas estaduais desde agosto
O juiz Jorge Tadashi Kuramoto conversa com estudantes sobre cidadania, responsabilidade e as consequências das escolhas feitas na juventude. (Foto divulgação)

Uma escolha feita na juventude pode abrir caminhos ou comprometer o futuro. Foi com essa mensagem que o juiz Jorge Tadashi Kuramoto conversou com cerca de 100 estudantes do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), na noite de terça-feira (15), na Escola Estadual Padre José Scampini, no bairro Coophavila, em Campo Grande.

RESUMO

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Juiz Jorge Tadashi Kuramoto conversou com cerca de 100 estudantes do Ensino Médio e da EJA na Escola Estadual Padre José Scampini, em Campo Grande, pelo projeto Magistratura Vai à Escola, da Amamsul. A iniciativa, que já passou por cinco escolas desde agosto, aborda cidadania, direitos, deveres e consequências do envolvimento com drogas e criminalidade, levando magistrados às escolas até outubro.

O encontro faz parte do projeto Magistratura Vai à Escola, desenvolvido pela Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul (Amamsul). Desde agosto, a iniciativa já passou por cinco escolas estaduais da Capital.

Durante a conversa, Kuramoto abordou cidadania, direitos, deveres e a responsabilidade de cada pessoa pelas próprias decisões. Também alertou sobre as consequências do envolvimento com drogas e com a criminalidade, apontando a educação e o trabalho como caminhos para a construção de um projeto de vida.

“Você é responsável pelas suas escolhas. Na minha adolescência, estudei em escola pública e decidi estudar para ser juiz. Outros colegas se tornaram bons profissionais em áreas diferentes e alguns fizeram opções erradas e estão presos”, relatou.

Mais do que uma palestra, a proposta é abrir espaço para que os estudantes façam perguntas, exponham dúvidas e conversem diretamente com integrantes do Judiciário sobre problemas presentes no cotidiano dos adolescentes.

Antes da Escola Padre José Scampini, os magistrados estiveram nas escolas estaduais Professora Delmira Ramos de Oliveira, no Coophavila II; Brasilina Ferraz Monteiro, no Jardim Leblon; Padre Mário Blandino, no Aero Rancho; e Flavina Maria da Silva, no Jardim Botafogo.

As atividades continuarão até outubro. Segundo a organização, o calendário foi preparado para não interferir nas provas e nas demais atividades pedagógicas.

Nesta etapa, o projeto atende escolas estaduais que já mantêm contato com ações do Poder Judiciário por meio de convênios ligados ao Centro Penal Agroindustrial da Gameleira. Nessas iniciativas, reeducandos participam de serviços como parte do processo de ressocialização.

Ao levar magistrados para dentro das escolas, o projeto aproxima duas realidades que raramente se encontram fora dos tribunais. A mensagem aos estudantes é simples, mas necessária: direitos devem ser conhecidos, deveres precisam ser cumpridos e escolhas produzem consequências.