ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no Twitter Campo Grande News no Instagram
FEVEREIRO, TERÇA  27    CAMPO GRANDE 26º

Meio Ambiente

MS teve 2ª maior expansão agrícola no País e liderou em produção de madeira

Entre 2018 e 2020, Estado teve maior expansão da silvicultura em todo Brasil

Guilherme Correia | 11/10/2022 14:23
Toras de eucalipto em produção de madeira em Mato Grosso do Sul. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)
Toras de eucalipto em produção de madeira em Mato Grosso do Sul. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Mato Grosso do Sul teve a segunda maior expansão de áreas agrícolas em todo País, entre 2018 e 2020, conforme pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A silvicultura (produção de madeira) expandiu mais nos estados do Mato Grosso do Sul (329 km²), Maranhão (230 km²) e Bahia (138 km²).

Segundo levantamento da consultoria Forest2Market, com base em dados de comércio exterior do governo brasileiro, 89% da produção de eucalipto no Brasil em 2018 foi exportada para a China.

Esta monocultura rende milhões a empresas e proprietários de terra e é apontada por especialistas como danosa ao meio ambiente, por exigir muita água dos arredores e não ser uma forma natural.

Foram 3.318 quilômetros quadrados ampliados para fins agrícolas, enquanto Mato Grosso (5.593 mil km²) foi o maior em todo território brasileiro. Os maiores, em seguida, foram Goiás (1.731 mil km²), Minas Gerais (1.705 mil km²) e Pará (1.342 mil km²).

Ao todo, em vegetação campestre alterada por ação humana, o Estado teve o sétimo maior aumento, com 13.180 km². Os principais foram Tocantins (26,2 mil km²), Mato Grosso (22,8 mil km²), Goiás (22,2 mil km²), Bahia (21,9 mil km²), Minas Gerais (20,6 mil km²) e Rio Grande do Sul (18,6 mil km²).

Já em vegetação florestal, o Pará teve a maior redução no País, 120.894 km², seguido por Mato Grosso, com 74.971 km².

As análises da publicação apresentam a dinâmica de mudanças, com destaque importante nas bordas da Amazônia, no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), no sul do Rio Grande do Sul e no trecho que engloba o Oeste Paulista e o leste do Mato Grosso do Sul e de Goiás.

Segundo a publicação, as conversões são “desiguais”. Em certos territórios, há muitos avanços e em outras, áreas de contenção ambiental reduzem os índices.

A pesquisa é feita a partir do Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra, que visa “espacializar e quantificar a cobertura e uso da terra do Brasil, em períodos regulares, a partir do mapeamento sistemático”.

“A metodologia envolve interpretação visual de imagens de satélite, campanhas de campo e consulta a informações complementares. Os dados são divulgados em Grade Estatística, que cobre o território brasileiro com células de um quilômetros quadrado.”

Neste período, em todo Brasil, 70 mil quilômetros quadrados da área nacional sofreram alguma mudança, correspondendo a 0,7% do território nacional, ou uma área equivalente à dos estados de Alagoas e Rio de Janeiro, somados. “A principal alteração foi o avanço das atividades agropecuárias sobre a vegetação natural.”

Nos siga no Google Notícias