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Campo Grande, Quarta-feira, 26 de Julho de 2017

16/07/2017 12:41

Para monitorar praga, pesquisador faz mapeamento de javalis em MS

Biólogo Wagner Fischer quer saber quais regiões habitam, os motivos da sua presença e deslocamento dos javalis no Estado

Richelieu de Carlo
Javalis flagrados em lavoura de milho. (Foto: Matam/Divulgação)Javalis flagrados em lavoura de milho. (Foto: Matam/Divulgação)

Considerada uma poderosa praga invasora, os javalis selvagens em Mato Grosso do Sul são tema de pesquisa do biólogo Wagner Fischer, que pretende traçar um panorama da estrutura e hábitos populacionais destes animais no Estado.

O estudo visa identificar as regiões onde mais ocorrem populações do animal, os motivos da sua presença na região, e as possíveis rotas de deslocamento, caso a invasão de javalis e outras linhagens de porcos-do-mato continuem avançando.

Fischer defende que sua pesquisa pode contribuir para o monitoramento dos animais em território sul-mato-grossense. “Descobri que havia estudos sobre essas ocorrências no território nacional, e pensei que uma pesquisa específica sobre o assunto em MS poderia ser bem relevante para o manejo e controle da espécie no estado, cuja gestão envolve questões bastante complexas”.

Segundo o pesquisador, o Javali foi trazido ao Brasil por criadores para exploração comercial da carne. Entretanto, livre na natureza, o animal se tornou uma praga.

Atualmente, javalis e outras espécies híbridas dominam amplas áreas em diversos estados do País, trazendo consigo danos e prejuízos não apenas a produtores rurais, mas também ao meio ambiente, à saúde e segurança públicas.

Wagner Fischer explica sua pesquisa. (Foto: Divulgação/UFMS)Wagner Fischer explica sua pesquisa. (Foto: Divulgação/UFMS)

Sem predadores naturais, estes animais estão no topo da a lista das 100 piores espécies invasoras do Planeta, elaborada pela União Internacional para a Conservação da Natureza.

Em 2013, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) publicou uma instrução normativa regulamentando o manejo do javali com autorização do abate para controle. Sendo proibido vender, comercializar e distribuir a carne do animal.

Em três anos, produtores de Mato Grosso do Sul abateram 672 animais, sendo que o maior número registrado foi em Dourados.

Contribuição - Na reta final da coleta de dados, quem tiver interesse pode ajudar na pesquisa de Wagner Fischer. Para tanto, basta responder um questionário online, disponível aqui.

“O questionário é rápido e não costuma levar mais do que 15 minutos para ser concluído. A participação da sociedade é imprescindível para ampliar, checar e aprimorar o mapeamento, dando mais precisão ao geoprocessamento da distribuição espacial das populações de javali no estado”, reforça Wagner.

Aumento da população de javalis - Conforme o bolsista de Desenvolvimento Regional da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul), Fernando Ibanez, os javalis chegaram em Mato Grosso do Sul em 1990 trazidos do Uruguai, pelos homens e entraram pela região Sul do Estado. As matrizes trazidas para cá, cruzaram com porcos domésticos, gerando os javaporcos. Este cruzamento apresenta elevada capacidade reprodutiva, pois a genética do porco doméstico é selecionada para um alto desempenho reprodutivo.

Segundo Martins, não houve controle populacional destes animais e os prejuízos começaram a ficar críticos a partir de 2005. "Os relatos de produtores do Estado devido aos ataques de javalis vem piorando a cada ano, mas o problema cresceu mesmo de 2005 a 2010. Não há um número certo de quantos animais têm no Estado".




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