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Campo Grande, Sábado, 23 de Setembro de 2017

28/08/2017 22:22

Pesquisador representa MS em evento sobre a bacia do rio Paraguai

Nyelder Rodrigues

O professor e biólogo José Sabino é um dos representantes de Mato Grosso do Sul no grupo de especialistas em Meio Ambiente que discutem a atualização do Índice de Risco Ecológico (IRE) da Bacia do Paraguai, em encontro promovido pela WWF-Brasil, em Brasília (DF).

O instrumento, lançado em 2012, permite avaliar o estresse que o ecossistema está submetido, por meio da identificação e classificação das ameaças em relação à severidade e também mapeamento da frequência de ocorrência. Mais de 20 pesquisadores nacionais e estrangeiros, vindos da Argentina, da Bolívia e do Paraguai, integram a discussão.

Doutor em Ecologia, Sabino é docente nos programas de mestrado e doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Uniderp e possui reconhecimento internacional pelo Projeto Peixes de Bonito, que desenvolve pesquisa sobre ecologia e comportamento de peixes e tem como objetivos a conservação da biodiversidade e o uso sustentável dos rios.

"Em território nacional, a Bacia do Alto Paraguai está apenas no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Em Brasília, estamos identificando os agentes estressores e vamos elencar os riscos para gerar mapas e dados para conservação e sustentabilidade da região", explica o professor, que completa.

"Essas informações que servirão de subsídio para o poder público e a sociedade no desenvolvimento de ações de proteção e redução de impacto na área", frisa o biológo e professor da Uniderp.

Com extensão de aproximadamente 368 mil km², a Bacia do Alto Paraguai está localizada no Pantanal, a maior planície alagável do planeta, também reconhecido como Patrimônio Nacional pela Constituição Federal e Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco.

"É importante ressaltar que os múltiplos usos da região para agricultura, pecuária mineração e turismo devem obedecer a regras de conservação para minimizar os impactos na busca da sustentabilidade das atividades. A meta é conciliar a produção com boas práticas ambientais, de maneira a proteger os serviços ecossistêmicos", esclarece Sabino.




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