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Meio Ambiente

PMA e Imasul suspeitam que decoada possa ter provocado morte de peixes

Por Ricardo Campos Jr. | 31/01/2011 12:12

Amostra da água irá apurar causa do problema

O Imasul tem informações de uma grande queimada na região, há 20 dias, o que pode ter desencadeado o processo. (Foto: O Pantaneiro)
O Imasul tem informações de uma grande queimada na região, há 20 dias, o que pode ter desencadeado o processo. (Foto: O Pantaneiro)

Equipes da PMA (Polícia Militar Ambiental) e do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) vão sobrevoar até o final da manhã desta segunda-feira (31) a região onde milhares de peixes amanheceram mortos no Rio Negro, região do Pantanal sul-mato-grossense em Aquidauana.

A suspeita é que um fenômeno conhecido como “decoada” possa ter provocado a morte do cardume. O Imasul tem informações de uma grande queimada na região, há 20 dias, o que pode ter desencadeado o processo.

De acordo com informações da PMA, esse fenômeno ocorre quando há diminuição do oxigênio da água ocasionado por um aumento de material orgânico. Esse processo na maioria das vezes acontece por causas naturais, como as cheias, que matam e carregam galhos, plantas e outros que entram em decomposição, que envolve microorganismos que utilizam o oxigênio.

Entretanto, incêndios e outras atividades humanas podem contribuir para o processo. DE acordo com a Polícia Ambiental, a coleta de substâncias, que será feita pelo Imasul, irá apurar as causas reais da morte dos peixes, tendo em vista que existe a denúncia de que uso de pesticidas também pode ter ocasionado a morte do cardume.

Se houver responsabilidades a PMA deverá tomar as providências criminais e administrativas.

Fenômeno - Foram vistos pintados, cacharas, dourado, piranha, tuvira, sardinha e até arraias e pacus, que nadam em águas mais profundas, mortos na superfície do Rio Negro em plena época de Piracema.

Urbano Vilalba, que mora há 30 anos em uma fazenda da região, conta que os peixes mortos começaram a boiar no rio no dia 26 de janeiro, um quilômetro acima da Fazenda Rio Negro, que sediou a novela Pantanal.

“Nunca vimos nada igual”, relata o pantaneiro, que descarta a possibilidade de um fenômeno natural ter causado a mortandade dos peixes.

(Com informações do site O Pantaneiro)