Previsão de fase neutra da La Niña pode antecipar seca no Pantanal
Para a Ecoa, a probabilidade de 61% de transição tende a influenciar chuvas no Pantanal
A ONG Ecoa (Ecologia e Ação) divulgou nesta quinta-feira que o fenômeno La Niña continua atuando no Pacífico equatorial, mas há 61% de probabilidade de transição para a fase neutra entre El Niño e La Niña a partir de janeiro. A informação tem como base o mais recente diagnóstico do CPC (Climate Prediction Center), dos Estados Unidos.
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O fenômeno La Niña, que atualmente influencia o Pacífico equatorial, tem 61% de probabilidade de entrar em fase neutra a partir de janeiro, segundo diagnóstico do Climate Prediction Center (CPC) dos Estados Unidos, divulgado pela ONG Ecoa. As condições atuais mostram temperaturas abaixo da média no Pacífico oriental e central. A possível transição para fase neutra gera preocupação para o Pantanal, pois períodos de neutralidade entre El Niño e La Niña costumam coincidir com chuvas menos intensas na bacia do rio Paraguai. O CPC prevê que as condições de La Niña persistirão durante o inverno do Hemisfério Norte, com transição para neutralidade entre janeiro e março de 2026.
De acordo com o monitoramento realizado pela Ecoa, a possível entrada da fase neutra acende um alerta para o Pantanal. A organização observa que, de forma geral, há uma suspeita de que períodos de neutralidade entre os dois fenômenos têm coincidido com chuvas menos intensas e condições mais secas na bacia do Rio Paraguai, onde está localizado o bioma pantaneiro.
Segundo o CPC, que foi divulgado em novembro, as condições de La Niña seguem prevalecendo no oceano Pacífico, cenário considerado determinante para o clima global. O órgão destaca que nada influencia mais o comportamento do clima em escala planetária do que as variações de temperatura no Pacífico equatorial, que caracterizam os fenômenos El Niño e La Niña.
No boletim traduzido pela Ecoa, o CPC informa que as condições de La Niña devem persistir durante o inverno do Hemisfério Norte, com maior chance de transição para a neutralidade entre janeiro e março de 2026. Em outubro, as temperaturas da superfície do mar permaneceram abaixo da média no Pacífico oriental e central, com índices semanais do El Niño variando entre -0,5°C e -0,7°C. Apenas a região mais a leste, identificada pelo índice Niño-1+2, apresentou valor menos intenso, de -0,2°C.
O relatório também aponta a persistência de anomalias negativas de temperatura abaixo da superfície do mar, com águas mais frias se estendendo até 200 metros de profundidade na metade oriental do Pacífico equatorial. Na atmosfera, continuaram sendo observadas características típicas de La Niña, como ventos de leste em baixos níveis e ventos de oeste em altos níveis, além de convecção intensa sobre a Indonésia e redução das chuvas próximas à Linha Internacional de Data.
De forma conjunta, segundo o CPC-NOAA (Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica), o sistema oceano-atmosfera ainda reflete claramente as condições de La Niña. Para a Ecoa, a possível mudança para a fase neutra nos próximos meses reforça a necessidade de atenção ao comportamento das chuvas no Pantanal, região altamente dependente do regime hidrológico para a manutenção de seus ecossistemas.
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