Projeto prevê criação de Parque Zoobotânico em antiga área de conservação
A proposta quer transformar o espaço localizado em zona urbana em um ponto de lazer ecológico

RESUMO
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O Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente aprovou a criação do Parque Zoobotânico de Coxim, no norte de Mato Grosso do Sul. O projeto visa transformar uma antiga unidade de conservação em área de lazer e preservação, combatendo históricos de desmatamento, poluição e ocupação irregular no local. Com apoio do Ministério Público, a iniciativa busca agora recursos para o projeto executivo e investimentos governamentais para recuperar a qualidade ambiental e a segurança da região.
Um projeto para criação do Parque Zoobotânico de Coxim, no norte de Mato Grosso do Sul, e a 253 km de Campo Grande, começou a ganhar forma com a aprovação de proposta pelo CODEMA (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente).
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A iniciativa prevê transformar a antiga unidade de conservação municipal em uma área pública voltada à preservação ambiental, lazer, paisagismo e convivência urbana.
A proposta foi encaminhada à 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Coxim por meio de ofício da Secretaria do CODEMA, junto à resolução que trata da criação do espaço e documentos ligados ao Fundo Municipal do Meio Ambiente.
Segundo a Resolução nº 009/2025, o projeto nasceu a partir de discussões entre representantes da 2ª Promotoria de Justiça, CODEMA, FMMA (Fundo Municipal de Proteção e Recuperação ao Meio Ambiente), Gerência Municipal de Meio Ambiente e Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável.
O objetivo é promover a proteção, recuperação e requalificação do antigo Refúgio de Vida Silvestre – Parque Zoobotânico de Coxim que possui área úmida onde transita um córrego.
A proposta define o futuro parque como uma área verde especial localizada em zona urbana, com funções ecológicas, recreativas e paisagísticas, buscando melhorar a qualidade ambiental, funcional e estética da cidade.
O documento estabelece ainda que, com apoio do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Coxim, e do FMMA, será feita a busca por recursos para elaboração do projeto executivo, contendo informações técnicas detalhadas necessárias para a execução da proposta.
Depois de concluído, o projeto deverá ser cadastrado na plataforma federal Transferegov e apresentado a órgãos governamentais e entidades não governamentais para captação de investimentos.
Ao Campo Grande News, o prefeito de Coxim, Edilson Magro (PP), confirmou que o projeto visa à readequação da área em virtude de problemas ambientais envolvendo invasões.
"Como trata-se de uma área de preservação ambiental, o Ministério Público vai acompanhar o projeto. O Dr Marcos André (Promotor do Meio Ambiente) também é idealizador do projeto e está nos auxiliando. Sendo assim, o projeto será pago com o fundo de meio ambiente, sendo que parte deste recurso é destinado pelo Ministério Público. Nós vamos a Brasília em busca do recurso para que seja então realizado o tão sonhado Parque Zoobotânico", disse o prefeito.

Crime ambiental - O local previsto para abrigar o futuro Parque Zoobotânico já esteve no centro de denúncias de crimes ambientais investigadas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul.
Conforme informou reportagem do Campo Grande News, o MPMS instaurou inquérito para apurar irregularidades no Parque Zoobotânico de Coxim e na área de preservação permanente do Rio Taquari, a 252 quilômetros de Campo Grande, em julho de 2025.
A investigação foi motivada por representação apresentada pela ONG Bocas Abertas do Caronal, que denunciou supostos casos de grilagem, desmatamento, poluição e destruição da fauna silvestre.
Relatório da PMA (Polícia Militar Ambiental) confirmou um cenário de abandono no local. Entre os problemas encontrados estavam acúmulo de lixo e entulhos, extravasamento de esgoto dos banheiros do parque, com despejo atingindo vias públicas e chegando ao Rio Taquari, presença de cães soltos, estruturas depredadas, circulação de usuários de drogas, ausência de iluminação e falta de vigilância.
O Ministério Público também apontou indícios de tentativa de ocupação irregular da área, com estacas fixadas no solo e vegetação em processo de regeneração.
A proposta de criação do parque surge em meio a um cenário de desafios ambientais e de necessidade de recuperação de uma área considerada estratégica para a preservação e qualidade ambiental de Coxim.

