De baixo custo, “vacina anti-cio” pode causar doenças graves e até matar animais
Medicamento hormonal usado para evitar cio e crias indesejadas é apontado por veterinários como risco à saúde
Muito procurada por tutores que desejam evitar crias indesejadas ou interromper o cio de cadelas e gatas, a chamada “vacina anti-cio” continua sendo utilizada como alternativa barata à castração, apesar dos riscos graves que pode causar à saúde dos animais. O produto, que é facilmente encontrado e tem baixo custo, não é uma vacina, mas sim um medicamento hormonal que inibe a ovulação e pode provocar doenças severas e até levar o animal à morte.
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A "vacina anti-cio", medicamento hormonal usado para inibir o cio de cadelas e gatas, representa grave risco à saúde animal, podendo causar infecções uterinas, tumores mamários e diabetes. Apesar dos perigos, o produto é procurado por tutores que buscam alternativa barata à castração. Especialistas reforçam que a castração é a opção mais segura. Em Campo Grande, a Subea oferece o procedimento gratuitamente na Rua Rui Barbosa, 3538, com 15 senhas diárias.
Entre os principais problemas associados ao uso contínuo ou inadequado do medicamento estão infecções uterinas, tumores mamários, diabetes, alterações hormonais severas e hiperplasia mamária, inflamação dolorosa das mamas que pode comprometer seriamente a saúde das fêmeas.
O alerta é reforçado pelo médico veterinário e superintendente da Subea (Superintendência de Bem-Estar Animal), Edvaldo Salles. Segundo ele, muitos tutores recorrem ao medicamento por desconhecimento ou por acreditarem que se trata de uma solução mais econômica, sem considerar as consequências futuras.
“Esses anticoncepcionais hormonais representam um grande risco para a saúde das fêmeas. Muitos tutores utilizam por desconhecimento ou por acreditarem ser uma solução mais barata, mas os problemas futuros podem ser graves e exigir tratamentos complexos. A castração continua sendo a forma mais segura e eficaz de prevenção”, afirmou.
Um dos casos acompanhados recentemente pela equipe da Subea foi o da gata Luna, atendida após desenvolver hiperplasia mamária relacionada ao uso do medicamento anti-cio. Depois da avaliação veterinária, o animal precisou iniciar tratamento imediato devido à inflamação nas mamas.
Além de impedir gestações indesejadas, a castração é apontada por especialistas como medida importante para prevenir tumores de mama, infecções uterinas e outras complicações hormonais. O procedimento também é considerado uma ferramenta de controle populacional de cães e gatos, contribuindo para reduzir casos de abandono e maus-tratos.
Em Campo Grande, a Prefeitura oferece gratuitamente serviços voltados à saúde e bem-estar animal por meio da Subea. Entre os atendimentos disponibilizados estão consultas veterinárias, vacinação antirrábica, microchipagem e castração.
Os serviços são realizados na unidade central da Subea, localizada na Rua Rui Barbosa, 3538, e também no Consultório Móvel, ônibus adaptado que percorre bairros da Capital levando atendimento veterinário à população.
De acordo com a Prefeitura, são distribuídas 15 senhas por dia em cada frente de atendimento, sempre das 7h30 às 13h. A programação do consultório móvel pode ser acompanhada no site e nas redes sociais da Subea.


