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Tempo seco castiga pets, mas exagerar no umidificador faz mal

Veterinária explica como baixa umidade e calor podem desencadear crises respiratórias em cães e gatos

Por Natália Olliver | 23/08/2026 07:00
Tempo seco castiga pets, mas exagerar no umidificador faz mal
Seu pet pode estar sofrendo com o tempo seco e você nem percebeu (Foto: Inteligência artificial)

Tempo seco não é problema só para gente. Enquanto muita gente sofre com boca rachada, nariz ressecado e aquela sensação de respirar um ar “pesado”, cães e gatos também podem sentir os mesmos efeitos da baixa umidade e, pior, ainda ter crises de tosse ou dificuldades para respirar. Nessa hora, molhar o focinho, colocar toalha molhada perto deles melhora ou atrapalha?

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O tempo seco pode afetar a saúde respiratória de cães e gatos, especialmente em raças braquicefálicas como pugs e buldogues, que já apresentam dificuldades anatômicas para respirar. A veterinária Cláudia Mendes alerta que o clima quente e seco pode desencadear desde gripes até pneumonias nos animais. Manter o ambiente fresco e com umidade equilibrada é recomendado, enquanto soluções caseiras em excesso, como toalhas molhadas, devem ser evitadas.

A pneumologista veterinária Cláudia Mendes explica que esse clima pode ser um gatilho para crises respiratórias e deixar alguns animais mais vulneráveis, mas que não é porque o tempo está seco que vale abusar do umidificador. A umidade em excesso no ambiente pode favorecer mofo e ácaros, que também podem piorar problemas respiratórios.

Deixar toalha molhada sobre o pet ou o pelo úmido por muito tempo pode causar desconforto e favorecer problemas de pele, principalmente se a região não secar direito. O ideal é manter o ambiente com umidade equilibrada e evitar soluções caseiras em excesso.

Cláudia conta que pugs e buldogues, por exemplo, já saem na frente na lista de cuidados por causa das características do focinho curto. Por causa do formato do crânio e das alterações anatômicas nas vias respiratórias, esses animais já apresentam maior dificuldade para a passagem do ar.

“Eles podem ter mais facilidade de adquirir doenças respiratórias porque já nascem com uma deficiência respiratória por serem braquicefálicos”. Gatos com asma também precisam de atenção redobrada, assim como animais que já possuem alguma doença crônica. Por isso, vale ficar de olho se o pet começar a tossir mais, respirar diferente ou parecer mais cansado que o normal.

Segundo a veterinária especialista em doenças respiratórias de cães e gatos, o problema não está apenas na falta de umidade no ar. O calor excessivo, o frio intenso e até fatores genéticos podem aumentar a predisposição de alguns cães e gatos a alterações pulmonares e respiratórias.

“Esse tempo seco está complicado, muito quente. Então acaba fazendo com que os pets tenham doenças respiratórias, desde uma gripezinha até uma pneumonia”, explica a veterinária da Clínica Bourgelat.

Ela pontua que, durante períodos de clima extremo, o ambiente onde o pet vive merece atenção. Manter o local fresco, ventilado e com umidade adequada pode ajudar a reduzir o desconforto respiratório e evitar agravamentos.

Entre os animais que exigem cuidados especiais estão os cães braquicefálicos, como pug e buldogue. Nos gatos, os persas também podem apresentar maior predisposição devido às características anatômicas. Além disso, a asma felina é uma das doenças respiratórias que pode exigir acompanhamento constante e tratamento contínuo.

Cláudia explica que um animal que já possui uma alteração respiratória pode entrar em crise mesmo após um período sem sintomas aparentes. Mudanças no ambiente, exposição ao calor, baixa qualidade do ar ou até a interrupção de medicamentos prescritos podem contribuir para a piora do quadro.

Manter a vacinação dos pets em dia é uma das formas de prevenção e cuidado. A pneumologista veterinária reforça a importância de seguir o calendário indicado para cada animal, incluindo vacinas que auxiliam na prevenção de doenças respiratórias, como a gripe.

Apesar disso, a vacinação não impede todos os problemas pulmonares. Alterações anatômicas, doenças crônicas e predisposições individuais também podem estar relacionadas ao surgimento de crises respiratórias.

O tratamento depende da causa e da gravidade do quadro apresentado. Em alguns casos, pode envolver medicamentos por via oral, ajustes no ambiente e sessões de inalação para auxiliar na recuperação do animal.

Para Cláudia Mendes, o principal cuidado é não esperar que a dificuldade respiratória se agrave para procurar ajuda. Tosse, secreção nasal, cansaço, respiração alterada ou qualquer mudança repentina no comportamento de um pet que já possui histórico respiratório devem ser avaliados por um veterinário.

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