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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

16/03/2016 16:22

“Lula terá os poderes necessários para ajudar o Brasil”, diz Dilma

Michel Faustino
A presidente Dilma Rousseff conversou com os jornalistas após nomear o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a chefia da Casa Civil. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)A presidente Dilma Rousseff conversou com os jornalistas após nomear o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a chefia da Casa Civil. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

A presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou durante pronunciamento nesta quarta-feira (16), que a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil será um "grande ganho" para o governo federal e destacou que ele terá "os poderes necessários" para ajudar o Brasil.

“O presidente Lula, no meu governo, terá os poderes necessários para ajudar o Brasil. Tudo que ele puder fazer para ajudar será feito”, declarou.

Dilma ressaltou que a medida irá "fortalecer" o Palácio do Planalto e auxiliar na estabilidade fiscal e controle da inflação.

“A vinda do presidente Lula para o ministério é algo bastante importante e relevante por dois motivos: primeiro a inequívoca experiência política. Segundo que ele tem o conhecimento sobre as necessidades do país. Lula terá compromisso com a estabilidade fiscal e com a inflação”, disse.

A presidente negou ainda que a nomeação de Lula tenha sido uma tentativa de impedir as investigações da Operação Lava-Jato por oferecer foro privilegiado ao ex-presidente, que, agora, será julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

“O STF é a Suprema Corte do país. Não é impedir investigação, é fazê-la em determinada instância e não em outra. Não entendo por que quando chega nesse caso criam essa hipótese. Acho que é apenas uma sombrinha, uma proteção ao fato de que a vinda do Lula para o meu governo fortalece o meu governo. E tem gente que não quer que meu governo seja fortalecido. Sinto muito”, disse.

Ainda se referindo ao STF, Dilma criticou as "suspeitas" de que Lula não seria investigado e avaliou que isso seria uma "desconfiança" com os ministros.

“Por trás de uma informação dessas há, sobretudo, uma suspeita ao Supremo Tribunal Federal. O STF é a maior Corte do país. A ida de um presidente, ou deputado, ou senador, não significa que ele não é investigado. Seria uma desconfiança sobre a Suprema Corte do país? Por que? — questionou a presidente”, comentou.

Na defesa de Lula, Dilma afirmou que os critérios de investigação são "estranhos" ao ex-presidente e que ele não pode ter sua biografia "destruída"

“Temos o princípio da ficha limpa. Hoje, os critérios de investigação são extremamente estranhos ao presidente. O presidente nega que tenha triplex ou sítio. Ele sempre que foi chamado informou. Acho estranho que ele tenha sido levado coercitivamente ou que tenha sido pedida a preventiva sem base no fato que caracterize isso. Acho que o presidente Lula não é uma pessoa que pode ter sua biografia destruída dessa forma. Mostro confiança nele e no compromisso dele com práticas corretas e idôneas. Estou muito feliz com a vinda dele”, finalizou.



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