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Campo Grande, Domingo, 15 de Setembro de 2019

22/08/2019 10:53

“Muito cacique para pouco índio”, avaliam deputados sobre fusão de legendas

Enquanto direções nacionais dos três partidos discutem possibilidade, deputados acham que tendência só se consolida no futuro

Izabela Sanchez e Leonardo Rocha
O deputado estadual Felipe Orro, do PSDB (Foto: Leonardo Rocha)O deputado estadual Felipe Orro, do PSDB (Foto: Leonardo Rocha)

De olho na esperada pulverização de candidatos para disputar a corrida eleitoral em 2022, direções nacionais do DEM, PSDB e PSD discutem possibilidade de transformar as legendas em uma só. Para os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul, entretanto, a fusão é tendência que só se consolida no futuro, já que agora, dizem, “há muito cacique para pouco índio”.

É o que comentou, por exemplo, o líder do governo na Assembleia Legislativa, José Carlos Barbosa (DEM). O deputado citou os "diversos interesses" dos comandos dos partidos. “Muito cacique para pouco índio. É difícil na prática, porque apesar das semelhanças, cada um tem uma vida partidária diferente”, avaliou.

Barbosa, ainda assim, não se mostrou contrário à fusão de legendas. “É uma tendência moderna diminuir o número e alinhar [os partidos] pela ideologia”, comentou, ao afirmar que no futuro as alianças devem acontecer tanto no espectro da direita, quanto esquerda e centro. “Mas no momento é difícil”, pontuou.

Um dia, um século - Líder dos tucanos na Casa, Rinaldo Modesto (PSDB) fez analogia similar a do colega: “muita estrela para pouca constelação”. “Muda muito se houver união, até em termos de espaço para lançar candidatos no estado, inclusive para Presidente pode ser início de conversa, mas o acordo está distante", disse. O deputado ponderou, ainda assim, que “tudo é possível na política”. “Um dia pode ser um século”, concluiu.

Para Felipe Orro (PSDB) cada uma das legendas tem sua história e suas regras. Avalia, ainda assim, que PSDB e PSD estão próximos por compartilharem o espaço do centro e fazerem “oposição ao governo”. A cutucada sobrou ao DEM que, disse, está mais alinhado com o núcleo duro de Jair Bolsonaro (PSL), com “vários cargos no governo”.

“Mas a tendência é diminuir as legendas”, comentou, ao lembrar que as próximas eleições trazem novas regras que farão os partidos menores buscarem união para sobreviverem, já que não terão estrutura para lançar candidatos.

Fusão – Reportagem do UOL desta quinta-feira (22) revelou a existência de diálogo entre as direções nacionais do DEM, PSDB e PSD para unir as legendas. Segundo a publicação, o objetivo é disputar as eleições para presidente de 2022, mas as conversas ainda estão incipientes, por isso o projeto é a longo prazo.

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