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Política

“O primeiro que acende a luz e o último que apaga”, diz Marun sobre Planalto

Deputado licenciado foi nomeado ministro de Governo da presidência da República há uma semana

Por Mayara Bueno | 22/12/2017 12:38
Carlos Marun, agora ministro de Governo do presidente da República, Michel Temer (PMDB). (Foto: Paulo Francis).
Carlos Marun, agora ministro de Governo do presidente da República, Michel Temer (PMDB). (Foto: Paulo Francis).

Há uma semana no cargo de ministro de Governo do presidente Michel Temer, o deputado licenciado Carlos Marun (MDB), afirma que tem trabalhado quase 22 horas por dia. "Sou o primeiro a chegar e o último que apaga a luz do Palácio do Planalto", disse durante a agenda, a primeira, como ministro, em Mato Grosso do Sul.

Em Campo Grande, o encontro reuniu lideranças da legenda no diretório estadual e consolidou, ainda, o ex-governador André Puccinelli (MDB), como pré-candidato ao governo de MS.

O trabalho "intenso" é ordem do presidente da República, conforme Marun, especialmente para atuar na aprovação da reforma da Previdência, cuja votação ficou para 2018. "Recebi a ordem de trabalhar 22 horas por dia. Está quase assim", disse.

Como sempre tem divulgado, Carlos Marun afirma que a reestruturação do setor - que recebe críticas - é necessária. Para ele, é certo que a medida passará pelo crivo dos deputados federais.

"Estamos avançando bem. Eu deixei de ter confiança na aprovação, agora eu tenho certeza absoluta". Segundo o ministro, quem é contra a medida faz parte do público que já mantém posicionamento contrário ao governo ou quem não quer perder privilégios. "Ninguém me apresenta dados justificando que a medida não é válida".

O deputado licenciado afirma que os índices demonstram a necessidade de uma reforma e que o setor, hoje, tira dos mais humildes para subsidiar quem tem mais.

Da bancada federal de Mato Grosso do Sul, Marun afirma que a maioria deve votar favorável à medida de Temer. "Estamos avançando bem", diz sobre a atirculação com os parlamentares que representam o Estado.

Há expectativa, ainda, que o próprio ministro deixe o cargo momentaneamento para a votação do projeto. Aliado de Temer, o deputado licenciado afirma que essa medida tem sido constante no caso de parlamentares que assumem cargos no primeiro escalão da Presidência.

Ou seja, retomam a vaga no Legislativo para reforçar os votos a favor do governo. Quem ocupa, no entanto, o espaço aberto por Carlos Marun, no momento, é o Fábio Trad (PTB).

Prioridades - A prioridade do ministro para MS será a viabilização de medidas de recuperação do Rio Taquari, no Pantanal, que sobre há décadas com o assoreamento e degradação.

"Estamos abertos a receber as reivindicações. Vamos nos empenhar ao máximo para ser atendido. É possível. O fato de estarmos nessa função facilita sim (para MS)".

Previsões - Para não "inviabilizar" o País, outras ações devem ser aplicadas, comentou Marun, além da reforma da Previdência. Ele citou a questão tributária do País. "Não chega a ser reforma, mas uma simplificação do setor . Vamos avançar nesta questão".