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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Agosto de 2017

25/08/2015 10:31

Ação contra corrupção detém oito vereadores, secretário e até dono da Itel

Aline dos Santos
Agentes do Gaeco cumprem mandado de busca e detenção na Capital (Foto: Marcos Ermínio)Agentes do Gaeco cumprem mandado de busca e detenção na Capital (Foto: Marcos Ermínio)

A Justiça determinou que 13 pessoas fossem detidas para prestar depoimentos ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que deflagrou nesta terça-feira a operação Coffee Break. A condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a ir, foi autorizada para oito vereadores: Mario Cesar (PMDB); Edil Albuquerque (PMDB); Airton Saraiva (DEM); Waldecy Batista Nunes (PP), o Chocolate; Gilmar da Cruz (PRB); Carlos Augusto Borges (PSB), o Carlão; Edson Shimabukuro (PTB) e Paulo Siufi (PMDB).

Também terão que prestar esclarecimentos o secretário municipal de Saúde, vereador licenciado Jamal Salem (PR), e o ex-vereador Alceu Bueno, que renunciou após escândalo de exploração sexual. Na lista também estão os empresários João Amorim, Fábio Portela Machinsky e João Roberto Baird.

De acordo com a decisão do desembargador do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Luiz Claudio Bonassini da Silva, “sobram indícios da prática de vários ilícitos, possivelmente praticados pelas pessoas relacionadas pela inicial, tais como corrupção ativa e passiva, cuja prática é relacionada ao exercício de função pública, em especial voltados à cassação do mandato do então prefeito Alcides Jesus Peralta Bernal”.

Segundo o magistrado, foi estritamente necessária a adoção de medidas cautelares tendentes a proteger o patrimônio público, evitar a prática de novos delitos e aprofundar as investigações. “Para garantir uma sadia produção de provas para esclarecer vez por todas os fatos que vêm gerando extrema instabilidade política, social e econômica em nossa capital”, afirma o desembargador. Foram afastados o prefeito Gilmar Olarte (PP) e o presidente da Câmara, Mario Cesar (PMDB).

Empresários - Gravações da Lama Asfáltica sinalizam a interferência do empresário João Amorim, dono da Proteco Construções Ltda e apontado como líder do esquema, na votação em que os vereadores cassaram o então prefeito Alcides Bernal (PP). A senha para pagamento de propina pelo grupo era tomar um café.

Sem saber que estava com as conversas telefônicas monitoradas pela Polícia Federal com autorização da Justiça Federal, Amorim articula e acompanha todo o processo de cassação à distância. E, de acordo com as interceptações, assim que a sessão é encerrada, ele recebe inúmeras ligações parabenizando-o pela vitória. Bernal foi cassado por 23 votos a 6.

João Baird é dono da Itel Informática, sócia da Kamerof Participações, cuja uma das sócias é Elza Cristina Araújo dos Santos, funcionária e braço direito de João Amorim. Baird fez fortuna e foi apelidado de Bill Gates Pantaneiro. Em abril do ano passado, Fábio Portela Machinsky foi nomeado em cargo de comissão de Gerente da Gerência de Administração e Finanças. Nas Gravações, ele aparece como intermediador.

Realizada pela PF (Polícia Federal) em 9 de julho, a operação Lama Asfáltica investigou esquema de fraudes com empreiteiras, servidores e parte da cúpula ex-gestão estadual.

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À PRINCIPIO, A ORDEM PARA SER FORNECEDOR PARA A PREFEITURA É BANCAR UMA COMISSÃO AOS QUE SÃO RESPONSÁVEIS PELA AUTORIZAÇÃO DO CONTRATO. É UMA LEI, UMA ORDEM, UMA REGRA. O GAECO PODE INVESTIGAR TODOS... TODOS... FORNECEDORES E PROMOVER DELAÇÃO PREMIADA QUE IRÃO ENTREGAR TUDO. SIGAM EM FRENTE COM A INVESTIGAÇÃO, CHEGARAM NA PONTA DO ICEBERG.
 
LUCIANO MARQUES em 25/08/2015 10:53:44
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