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Política

Aclamado em 2018, PSL entra na campanha rachado e com briga na Justiça

Acusações de traições, denúncia de fraude em convenção e impasse sobre candidato a prefeito

Por Leonardo Rocha | 18/09/2020 11:29
Deputado Loester Carlos (esquerda) ao lado da senadora Soraya Trhonicke (centro) e do deputado Renan Contar (direita), durante evento do PSL (Foto: Henrique Kawaminami - Arquivo)
Deputado Loester Carlos (esquerda) ao lado da senadora Soraya Trhonicke (centro) e do deputado Renan Contar (direita), durante evento do PSL (Foto: Henrique Kawaminami - Arquivo)

Aclamado em 2018, com a eleição de uma senadora, dois deputados federais e mais dois estaduais, o partido chega para campanha rachado, com acusações de traições e uma disputa na Justiça pela candidatura em Campo Grande. Até a convenção realizada no domingo (13)  recebeu  denúncia de fraude.

Os conflitos começaram após a janela partidária, em abril, quando o partido “destronou” o deputado estadual Renan Contar (PSL), até então pré-candidato a prefeito, para lançar o recém-chegado à legenda, o vereador Vinícius Siqueira (PSL) para disputa municipal.

A mudança foi considerada “traição” por Contar, que logo entrou na Justiça para deixar a legenda, sem perder o mandato. Vinícius então seguiu como pré-candidato até às vésperas da convenção, quando foi informado pelo deputado (federal) Loester Carlos (PSL) que estava fora do páreo, e que ele seria o candidato.

Foi a vez de Vinícius se sentir “traído”. Ele não retirou o nome e preferiu ir para o voto contra Loester. Ao final da convenção, o deputado federal anunciou que tinha sido escolhido, por unanimidade, para ser o candidato a prefeito.

Senadora Soraya Thronicke (PSL) durante pronunciamento (Foto: Ana Paula Chuva - Arquivo)
Senadora Soraya Thronicke (PSL) durante pronunciamento (Foto: Ana Paula Chuva - Arquivo)

Reviravolta – Um dia depois, a senadora Soraya Thronicke (PSL) fez um pronunciamento, alegando que tinha “destituído” Loester do cargo de presidente municipal na sexta-feira (11) e que por isso ele não poderia conduzir a convenção. Ela também entrou com ação na Justiça Eleitoral, pedindo a anulação do resultado.

Loester contra-atacou e disse que sua convenção tinha o aval da direção nacional, portanto continuava candidato à prefeito. A questão então partiu para disputa judicial. A juíza eleitoral, Joseliza Alessandra Vanzela, notificou a direção do PSL a apresentar a gravação oficial da convenção e a ata com os votos dos filiados.

A magistrada deu um prazo de 3 dias para a direção do PSL entregar o material, caso não seja cumprido, pode anular o evento.  Como o despacho foi feito na quinta-feira (17), o deputado Loester Carlos tem até domingo (20) para cumprir a decisão judicial.

Saídas – Além deste impasse, o partido já vem sofrendo racha desde o começo de 2019, já que excluído das reuniões e decisões da legenda, o deputado estadual Carlos Alberto David (sem partido) entrou na Justiça e conseguiu sair da legenda, sem perder o mandato. Mesmo procedimento foi adotado pelo deputado federal, Luiz Ovando (PSL), que espera deixar a sigla.

Dos cinco parlamentares eleitos em 2018, no Mato Grosso do Sul, um já saiu (Carlos Alberto David), dois aguardam aval da Justiça (Renan Contar e Luiz Ovando) e sobraram apenas Loester Carlos e Soraya Trhonicke, que estão neste momento em conflito declarado.

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