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Campo Grande, Domingo, 23 de Setembro de 2018

05/07/2017 09:18

Afastado há 10 meses, procurador pede à Justiça para voltar à Câmara

MPE-MS se manifestou contrário ao pedido

Mayara Bueno
Câmara Municipal de Campo Grande. (Foto: André Bittar).Câmara Municipal de Campo Grande. (Foto: André Bittar).

O procurador da Câmara Municipal de Campo Grande, André Scaff, pede à Justiça a revogação de seu afastamento em virtude da ação em que foi denunciado por lavagem de dinheiro. O MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) já se manifestou contrário à solicitando, opinando pela manutenção da medida.

Agora, tanto a solicitação da defesa quanto à manifestação do MPE serão analisadas pelo Poder Judiciário, que decidirá se mantém ou não as medidas cautelares.

Em setembro passado, Scaff foi preso e para conceder liberdade ao servidor, o juiz determinou que ele ficasse afastado de suas funções na Câmara, onde ocupa cargo via concurso público. É principalmente esta medida que sua defesa tenta reverter.

Conforme a manifestação da defesa, não “existiriam os fundamentos para a permanência de referidas medidas cautelares, vez que, nenhuma das diversas imputações contidas na denúncia estariam relacionadas ao seu cargo inicial, qual seja, procurador da Câmara de Vereadores”.

O pedido é para que André retome suas funções no Legislativo Municipal imediatamente, consequentemente liberando-o da proibição de circular pelo local "considerando a ausência de motivos aptos à mantença das mesmas (medidas)".

Mas, no entendimento do Ministério Público, “resta cristalina” a preocupação da Justiça sobre a influência que o procurador pode ter junto à Câmara.

Denunciado pelo MP, Scaff foi o principal alvo da Operação Midas, que apura os crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade ideológica.

Ele também é suspeito de receber propina no valor de R$ 3 milhões, para aditar e renovar contratos de empresas prestadoras de serviços com a prefeitura, no período em que foi secretário de finanças, na gestão de Gilmar Olarte – que durou de março de 2014 a agosto de 2015.



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