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Política

Agro reage no campo, mas cobra política agrícola mais previsível, diz Reinaldo

Ex-governador critica crédito caro e defende mais segurança para produtor rural

Por José Cândido | 21/05/2026 06:03
Agro reage no campo, mas cobra política agrícola mais previsível, diz Reinaldo
Ex-governador Reinaldo Azambuja afirma que produtores investem em tecnologia e produtividade, mas enfrentam crédito caro e insegurança no campo. (Foto Divulgação)

O agronegócio brasileiro continua avançando em tecnologia, produtividade e eficiência dentro das propriedades rurais, mas ainda enfrenta dificuldades estruturais fora delas. A avaliação foi feita pelo ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, durante evento do setor agropecuário em Maracaju.

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O ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, afirmou que o agronegócio brasileiro avança em tecnologia, mas enfrenta crédito caro e falta de política agrícola previsível. Em evento em Maracaju, ele criticou o Proagro e defendeu reformas no seguro agrícola. Pré-candidato ao Senado, prometeu lutar por crédito rural, infraestrutura e segurança jurídica para o setor.

Segundo ele, o produtor rural tem mantido investimentos em inovação e sustentabilidade mesmo diante de um cenário econômico considerado desafiador. Para Reinaldo, a capacidade de adaptação do agro brasileiro demonstra a força do setor, apesar da instabilidade internacional e das dificuldades enfrentadas no acesso ao crédito.

“O produtor está fazendo o dever de casa, investindo em tecnologia, produtividade e inovação. O problema está fora da porteira, onde falta uma política agrícola forte e previsível”, afirmou.

O ex-governador destacou que os custos de produção seguem pressionando o campo, principalmente por causa da alta dos fertilizantes, além dos reflexos das guerras internacionais e dos juros elevados praticados no crédito rural.

Na avaliação dele, a combinação desses fatores reduz a competitividade e aumenta a insegurança para quem produz.

“Atualmente, o produtor trabalha sob muita pressão. Temos aumento de custos, juros elevados e uma política agrícola que não oferece previsibilidade. O crédito rural continua caro e muitas vezes incompatível com a realidade do campo”, disse.

Reinaldo também criticou a fragilidade dos mecanismos de proteção ao produtor em períodos de perdas climáticas. Segundo ele, o modelo atual do Proagro precisa passar por mudanças para garantir maior segurança em situações de seca, excesso de chuva e quebra de safra.

“Quem produz alimentos precisa ter segurança para continuar investindo e produzindo”, afirmou.

Ao defender medidas voltadas ao fortalecimento do setor produtivo, o ex-governador ressaltou o peso econômico do agronegócio na geração de empregos e no equilíbrio da economia nacional.

“O agro sustenta boa parte da economia brasileira, gera empregos, produz alimentos e ajuda a equilibrar a balança comercial do país”, declarou.

Pré-candidato ao Senado, Reinaldo afirmou que pretende defender em Brasília pautas ligadas ao fortalecimento do crédito rural, ampliação do seguro agrícola, melhoria da infraestrutura logística e garantia de segurança jurídica para o setor produtivo.