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Política

Reinaldo usa exemplo de MS para defender força-tarefa contra obras paradas

Levantamento do TCU aponta quase 12 mil empreendimentos inacabados em todo o País

Por José Cândido | 20/05/2026 10:50
Reinaldo usa exemplo de MS para defender força-tarefa contra obras paradas
Ao citar exemplos de obras destravadas em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja destacou o Bioparque Pantanal como símbolo de retomada de empreendimentos públicos.

O número de quase 12 mil obras públicas paradas no Brasil virou munição política e também argumento de gestão para o ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja. Ao comentar levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU), que aponta 11.941 empreendimentos interrompidos no país, Azambuja classificou a situação como “um desperdício inaceitável de dinheiro público” e defendeu a criação de mecanismos nacionais para evitar que obras virem esqueletos abandonados.

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O ex-governador de Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja criticou as quase 12 mil obras paradas no Brasil, apontadas pelo TCU, classificando a situação como desperdício inaceitável. Pré-candidato ao Senado, ele citou o programa Obra Inacabada Zero, que retomou mais de 220 obras no estado, e propõe maior rigor técnico, fiscalização permanente e punições mais severas para gestores e empresas responsáveis por paralisações.

Segundo ele, o problema vai além dos prejuízos financeiros e atinge diretamente a população que depende de hospitais, escolas, creches, pontes e rodovias que nunca chegaram a funcionar.

“Obras paradas é dinheiro jogado fora e milhares de empregos desperdiçados”, afirmou.

O ex-governador usou como vitrine a experiência adotada em Mato Grosso do Sul durante os oito anos de gestão, quando criou o programa “Obra Inacabada Zero”, voltado à retomada de empreendimentos herdados de administrações anteriores e que estavam sem conclusão havia anos.

De acordo com Azambuja, mais de 220 obras foram destravadas e entregues em diferentes regiões do Estado. Entre os exemplos citados estão o Hospital do Trauma, em Campo Grande, a sede definitiva da UEMS na Capital e o Bioparque Pantanal, considerado o maior aquário de água doce do mundo.

“Quando assumimos o governo, encontramos muitas obras abandonadas, algumas há mais de dez anos. Criamos uma força-tarefa, reorganizamos contratos, ajustamos projetos e concluímos aquilo que a população esperava há muito tempo”, declarou.

O tema ganhou peso no debate nacional após o TCU apontar que milhares de obras seguem travadas por problemas como falhas em projetos, entraves burocráticos, disputas judiciais, abandono por empresas contratadas e dificuldades de financiamento.

Pré-candidato ao Senado, Reinaldo afirmou que pretende defender em Brasília medidas para aumentar a responsabilidade sobre obras financiadas com recursos federais. Entre as propostas citadas estão maior rigor técnico na elaboração dos projetos, fiscalização permanente da execução física e financeira, integração entre órgãos de controle e punições mais severas para empresas e gestores responsáveis por paralisações injustificadas.

Para ele, o país precisa reduzir a burocracia e acelerar soluções administrativas para impedir que obras estratégicas acabem abandonadas.

“Não é aceitável que o Brasil continue convivendo com bilhões enterrados em obras inacabadas enquanto faltam hospitais, escolas e infraestrutura básica”, afirmou.

Ao reforçar o discurso de experiência administrativa, Azambuja disse que pretende levar ao Senado um perfil voltado à execução de projetos e acompanhamento de resultados.

“Obra pública não pode virar monumento ao desperdício. O cidadão paga imposto para ver a obra pronta, funcionando e melhorando sua vida”, concluiu.